Paciente, sexo feminino, 65 anos, internada devido diagnósti...
Paciente, sexo feminino, 65 anos, internada devido diagnóstico acidente automobilístico com traumatismo craniano e hematoma subdural. Paciente segue em ventilação mecânica invasiva, com uso de drogas vasoativas em dose alta, com monitorização de pressão intracraniana mostrando sinais de hipertensão intracraniana. Foi submetida a tomografia computadorizada com contraste e 48horas após, evoluiu com queda do débito urinário para 0,25 mi/kg/hora e sobrecarga hídrica. Exames de laboratório mostram: Na 137 mEq/L, K 6,8 mEq/L, ureia 145 mg/dl e creatinina 2,5 mg/dl. Qual das seguintes possibilidades é a melhor escolha de terapia renal substitutiva para esta paciente?
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Tema central: O caso aborda escolha da terapia renal substitutiva (TRS) em paciente criticamente instável e com hipertensão intracraniana. Para acertar este tipo de questão em prova, é essencial reconhecer sinais de instabilidade hemodinâmica — uso de doses elevadas de drogas vasoativas, necessidade de ventilação mecânica e quadro neurológico complexo — e indicar a modalidade de TRS mais segura, com remoção gradativa de solutos e fluidos.
Análise da alternativa correta (D): Hemodiafiltração venovenosa contínua representa a modalidade de escolha para pacientes críticos instáveis. Conforme o BMJ Best Practice, seção de Tratamento da Lesão Renal Aguda: “a terapia renal substitutiva contínua é usada se o paciente estiver hemodinamicamente instável apesar de um suporte completo.” A TRSC, incluindo a HVVC, evita alterações bruscas de osmolaridade plasmática, o que é especialmente importante em situações com lesão cerebral e hipertensão intracraniana. Além disso, controle gradual de hipercalemia e sobrecarga hídrica é essencial para evitar piora do quadro neurológico e hemodinâmico.
Análise das alternativas incorretas:
A) SLED: Embora também indicada para pacientes instáveis em alguns contextos, a SLED ainda pode provocar flutuações mais rápidas nos parâmetros hemodinâmicos do que a TRSC, sendo inferior em segurança para pacientes neurológicos graves.
B) Hemodiálise intermitente: Contraindicada em instabilidade hemodinâmica — pode causar rápidas mudanças de volume e osmolaridade, aumentando risco de complicações neurológicas, como hipertensão intracraniana descompensada.
C) Diálise peritoneal contínua: Esse método não é preferido em situações críticas, pois o tempo para correção de distúrbios hidroeletrolíticos é mais lento e há potencial para piora da ventilação, especialmente em pacientes já intubados.
E) Diálise peritoneal intermitente: Também ineficaz para controle ágil de distúrbios graves e não é recomendada para pacientes com alta gravidade e sobrecarga hídrica aguda.
Ponto-chave e Pegadinha: Atenção quando o quadro envolve traumatismo craniano e hipertensão intracraniana: rapidez nas variações de osmolaridade pode ser fatal. Prova pode tentar confundir ao sugerir a SLED ou técnicas peritoneais; fique atento à instabilidade hemodinâmica e necessidade de controle preciso do balanço hídrico.
Resumo prático: Paciente crítico, instável e com risco neurológico — TRSC (D) é a escolha segura, eficaz e aceita em todas as diretrizes. Reforce seu estudo lendo sobre protocolos em ambientes de terapia intensiva e revisando recomendações da UpToDate e literatura de nefrologia, como o Manual de Terapia Intensiva da AMIB e Harrison’s Principles of Internal Medicine.
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Comentários
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alternativa correta: D. Hemodiafiltração venovenosa contínua
justificativa
Para pacientes críticos com hipertensão intracraniana, em ventilação mecânica invasiva e com necessidade de drogas vasoativas em alta dose, a hemodiafiltração venovenosa contínua é a escolha preferida de terapia renal substitutiva. Este método oferece maior estabilidade hemodinâmica e permite um controle melhor e mais seguro da pressão intracraniana, além de ser eficaz na remoção de solutos e no controle do volume hídrico, fatores cruciais para a situação clínica descrita.
análise das demais alternativas
[A]: A diálise extendida (SLED) é uma boa opção em certos casos, mas pode não oferecer a mesma estabilidade hemodinâmica que a hemodiafiltração contínua.
[B]: A hemodiálise intermitente pode causar flutuações hemodinâmicas significativas, o que é indesejável em pacientes com hipertensão intracraniana e em estado crítico.
[C]: A diálise peritoneal contínua não é geralmente recomendada para pacientes críticos com comprometimento hemodinâmico e hipertensão intracraniana.
[E]: A diálise peritoneal intermitente também pode não ser adequada para pacientes críticos devido à sua menor eficiência na remoção de solutos e controle de volume.
resumo
Para a paciente descrita, a hemodiafiltração venovenosa contínua é a escolha mais adequada devido à sua capacidade de proporcionar estabilidade hemodinâmica e controle eficaz da pressão intracraniana, essenciais em um contexto de trauma craniano grave e complicações renais agudas.
pontos chave
- A hemodiafiltração venovenosa contínua oferece maior estabilidade hemodinâmica.
- É eficiente na remoção de solutos e controle do volume hídrico.
- É a opção preferida para pacientes críticos com hipertensão intracraniana.
- Outras modalidades de diálise podem não fornecer a mesma estabilidade e eficácia.
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