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Q3948887 Nutrição
Em uma Unidade Básica de Saúde, o nutricionista acompanha: uma criança com déficit ponderal, uma gestante com anemia, um idoso com perda funcional recente e um adulto com doença crônica em seguimento. Considerando a organização da atenção nutricional no SUS, a priorização do cuidado a esses indivíduos justifica-se, principalmente, 
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O enunciado reúne grupos e condições em que o agravo nutricional tende a produzir maior repercussão clínica e funcional, o que orienta a priorização do cuidado no SUS.

Tema central: Prioridade na atenção nutricional
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. O fundamento principal da priorização não é a maior complexidade da prescrição dietética. O critério decisivo é a relevância clínica e funcional do agravo nutricional nesses grupos.
B
Errada
Incorreta. A base não sustenta que a priorização exista principalmente para reduzir tempo médio de acompanhamento. Isso troca necessidade clínica por uma meta operacional que não é o núcleo da decisão assistencial.
C
Errada
Incorreta. A razão principal da prioridade não é maior utilização de serviços especializados. O critério correto está no impacto do agravo nutricional sobre os desfechos em saúde.
D
Errada
Incorreta. A alternativa presume padronização entre ciclos de vida, mas a atenção nutricional varia conforme fase da vida e condição clínica. Criança, gestante, idoso e adulto com doença crônica não são manejados por homogeneização de estratégias.
E
Certa
A alternativa E traduz o critério central de priorização da atenção nutricional no SUS: dar precedência a grupos e condições em que o agravo nutricional pode gerar maior dano clínico-funcional. No caso, o déficit ponderal compromete o crescimento, a anemia repercute na gestação, a perda funcional no idoso agrava a funcionalidade e o agravo nutricional no adulto com doença crônica interfere na evolução clínica. Portanto, a prioridade decorre do risco e do impacto do agravo.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi trocar um critério clínico de prioridade, baseado no risco e na repercussão do agravo nutricional, por critérios operacionais ou administrativos, como complexidade da prescrição, tempo de seguimento, uso de especialidades ou padronização do cuidado.
Dica para questões semelhantes
  • Em questões de priorização assistencial, primeiro verifique se o fundamento apresentado é risco e impacto do agravo sobre desfechos clínicos e funcionais.
  • Desconfie de alternativas que justifiquem prioridade por motivos operacionais, como tempo de acompanhamento, organização do serviço ou dificuldade técnica da conduta.
  • Quando o enunciado reúne diferentes ciclos de vida e condições clínicas, o critério comum costuma ser vulnerabilidade e potencial de pior desfecho, não uniformidade de cuidado.

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