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Q281750 Medicina
Com relação a tumores ósseos e lesões pseudotumorais, julgue os
próximos itens.
Se a imagem radiográfica da região do joelho de paciente adolescente evidenciar lesão com áreas de rarefação na região metafisária, entremeada com áreas de condensação por neoformação óssea, limites imprecisos e reação periostal lamelar fina, tais evidências indicarão a presença de condrossarcoma.
Alternativas

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Gabarito: E (Errado)

Tema central: A questão aborda o diagnóstico diferencial entre tumores ósseos primários, especialmente osteossarcoma e condrossarcoma, com foco nas características radiográficas e faixa etária mais prevalente.

Justificativa para a alternativa correta:

A imagem descrita – lesão em adolescente, metáfise do joelho, áreas mistas de rarefação e condensação, limites imprecisos e reação periostal lamelar finanão é compatível com condrossarcoma, mas sim com o osteossarcoma, que é o tumor ósseo maligno primário mais comum em adolescentes. Esse subtipo surge, tipicamente, em ossos longos de jovens, sendo descrito radiograficamente como uma lesão mista e agressiva, como citado no “Manual de Rotinas e Procedimentos para Registros de Câncer de Base Populacional” do INCA: “Lesão (intra-óssea) mista, (predominantemente osteoblástica, com margens irregulares e limites imprecisos), centrada na metáfise.”

Análise da alternativa incorreta:

- O condrossarcoma normalmente ocorre em adultos acima de 40 anos, envolve ossos da pelve ou cíngulo escapular, e suas radiografias exibem lesões líticas bem delimitadas com calcificações em formato de “pipoca” (matriz cartilaginosa), sem a reação periostal agressiva clássica do osteossarcoma. Além disso, a reação periostal do condrossarcoma é, quando presente, pouco importante.

Dica fundamental de prova: Fique atento à faixa etária, localização óssea e padrão de reação periostal para diferenciar osteossarcoma de condrossarcoma. O uso de termos como “reação periostal lamelar fina” ou “limites imprecisos/agressivos” geralmente associa-se ao osteossarcoma! Em concursos, é comum o erro ocorrer por associação incorreta do padrão radiográfico com o tipo de tumor.

Protocolos/referências: Manual do INCA e artigos do Colégio Brasileiro de Radiologia reafirmam: lesões mistas, agressivas e em adolescentes = osteossarcoma. O acesso às diretrizes e obras como Harrison’s (Medicina Interna) ratifica essa abordagem diagnóstica sistematizada.

Resumo: A alternativa está ERRADA, pois a descrição sugere osteossarcoma, e não condrossarcoma.

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As características descritas, como áreas de rarefação na região metafisária, áreas de condensação por neoformação óssea, limites imprecisos e reação periostal lamelar fina, não são típicas de condrossarcoma. Essas características são mais sugestivas de outros tipos de lesões ósseas, como osteomielite crônica ou osteossarcoma. O condrossarcoma é um tipo de câncer ósseo que envolve o tecido cartilaginoso e não costuma apresentar as mesmas características radiográficas mencionadas no item. Portanto, a presença dessas evidências não indicaria, por si só, a presença de condrossarcoma.

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