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Q3330465 Medicina
Uma paciente de 62 anos com histórico de diabetes mellitus tipo 2 há 20 anos apresenta-se para avaliação oftalmológica. O exame revela retinopatia diabética proliferativa em ambos os olhos e catarata significativa no olho direito, com indicação de cirurgia. Considerando a condição retiniana da paciente e a possível necessidade de intervenções futuras, qual dos seguintes tipos de lentes intraoculares (LIO) seria MENOS recomendado para implantação durante a cirurgia de catarata?
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Tema central: A questão aborda escolha do material da lente intraocular (LIO) mais apropriada em paciente diabética com retinopatia diabética proliferativa submetida à cirurgia de catarata. Esse tema exige conhecimento sobre as interações entre materiais das LIOs e possíveis complicações retinianas.

Justificativa da alternativa correta (C):

A LIO de silicone dobrável é a menos recomendada para pacientes com retinopatia diabética proliferativa. O motivo central está na maior afinidade do silicone com proteínas do vítreo e componentes inflamatórios. Isso pode facilitar a formação de membranas neovasculares, aumentar o risco de opacificação do vítreo e dificultar intervenções cirúrgicas posteriores, como a vitrectomia. Segundo revisão no UpToDate, “as LIOs de silicone têm maior propensão à aderência de células inflamatórias e à formação de membranas em olhos de alto risco para complicações vítreas, como nos diabéticos com retinopatia proliferativa”. Essas complicações são relevantes nesse contexto.

Análise das alternativas incorretas:

A) LIO acrílica dobrável: Materiais acrílicos, especialmente os hidrofóbicos, apresentam baixa interação com o vítreo e as estruturas celulares. São preferidos em casos de risco retiniano, pois oferecem segurança e facilidade de futuras intervenções (padrão ouro para diabéticos).

B) LIO de PMMA com hápticos de prolene: O PMMA e o prolene apresentam boa biocompatibilidade; não aumentam o risco de complicações vítreas e podem ser usados em pequenas incisões. São adequados para pacientes com risco retiniano.

D) LIO totalmente em PMMA: Também é uma alternativa estável, embora exija incisão maior para implantação. Sua interação com o vítreo é considerada baixa, sem aumento de complicações em retinopatias diabéticas.

Estratégia de prova: Fique atento a palavras de comando como “menos recomendada” e relacione sempre o material da LIO ao tipo de doença ocular. Em contextos de retinopatia proliferativa, evite LIOs de silicone.

Referência: Segundo o Manual de Oftalmologia do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), “as LIOs de silicone apresentam risco aumentado de complicações vítreo-retinianas em diabéticos, devendo ser evitadas nestes casos”.

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