M.J.C, 45 anos, parda, sedentária, costureira, apresenta que...
M.J.C, 45 anos, parda, sedentária, costureira, apresenta queixas de polidipsia. Apresenta os seguintes resultados de exames: glicemia de jejum 115mg/dl; Triglicerídeos 203 mg/ dl; creatinina 0,9 mg/dl. Sobre a paciente é possível afirmar:
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Tema central: A questão aborda os critérios diagnósticos do diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e a correta interpretação da hemoglobina glicada (HbA1c) no contexto de risco elevado para DM2.
Análise da alternativa correta (C):
Valores de HbA1c entre 5,7% e 6,4% configuram um quadro de pré-diabetes, conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para DM2, indicando alto risco para o desenvolvimento da doença. Esse intervalo sugere comprometimento inicial do metabolismo glicídico, recomendando-se acompanhamento regular e mudanças de estilo de vida para evitar evolução para DM2. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes: “pessoas com HbA1c de 5,7 a 6,4% possuem risco aumentado para diabetes e devem ser monitoradas e orientadas quanto à prevenção”.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. O diagnóstico de DM2 não pode ser afirmado com glicemia de jejum de 115 mg/dL, já que o valor diagnóstico é ≥ 126 mg/dL (PCDT para DM2, seção “Critérios Diagnósticos”). Glicemia entre 100 e 125 mg/dL sugere apenas glicemia de jejum alterada, não diabetes.
B) Incorreta. Se paciente tem sintomas clássicos (poliúria, polidipsia, perda de peso) e glicemia casual > 200 mg/dL, não é necessário teste de tolerância oral à glicose (TOTG) para confirmar DM: o diagnóstico já está estabelecido, conforme PCDT e diretrizes da ADA e SBD.
D) Incorreta. Metformina é uma biguanida, não uma sulfonilureia. Além disso, o tratamento inicial recomendado envolve primeiramente mudanças no estilo de vida. A introdução da metformina se dá caso as metas glicêmicas não sejam atingidas.
E) Incorreta. Apesar do DM2 ser progressivo, complicações crônicas podem ser prevenidas com adequado controle glicêmico. Diretrizes ressaltam a importância de manter níveis glicêmicos sob controle para retardar ou evitar o aparecimento de complicações.
Pontos-chave e estratégias: Fique atento a termos como “diagnóstico”, os valores de corte para glicemias e HbA1c, além de associações erradas de classes medicamentosas. Sempre relacione sintomas com critérios laboratoriais atuais e desconfie de alternativas que misturam conceitos de tratamento primário e secundário erroneamente.
Conclusão: A alternativa C expressa o conhecimento mais atualizado e correto conforme as principais diretrizes brasileiras.
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