Margareth Rago afirma que o feminismo propõe uma nova relaçã...

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Q2421794 Português

Margareth Rago afirma que o feminismo propõe uma nova relação entre teoria e prática, a partir da qual se delineia um novo agente epistêmico, não isolado do mundo, mas inserido no coração dele, não isento e imparcial, mas subjetivo e afirmando sua particularidade. Esse é um pressuposto teórico que auxilia a compreender, por exemplo, o ensaio de Lélia Gonzalez, cuja enunciação analítica coincide com o locus discursivo do sujeito (epistêmico) analisado, articulando consciência e memória no desvelamento do racismo e do sexismo como sintomáticos da “neurose cultural brasileira”.


Os estudos feministas, adotando o diálogo crítico como premissa para a construção do conhecimento, a partir da reflexão de Margareth Rago, permitem

Alternativas

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Tema central da questão:
A questão envolve interpretação de texto, com foco na capacidade de relacionar o argumento principal do texto aos efeitos e desdobramentos dos estudos feministas na construção do conhecimento.

Justificativa para a alternativa correta (D):
A alternativa D“redimensionar o campo temático e teórico de estudos das masculinidades, chamando os homens a entrar em um novo solo epistêmico” – é a correta porque traduz a ideia-chave do texto de Margareth Rago: o feminismo propõe um novo agente epistêmico, envolvido e participante na construção do saber, rompendo a falsa imparcialidade e valorizando a subjetividade. Ao propor o redimensionamento do campo das masculinidades e convocar os homens a refletirem a partir desse novo solo epistêmico, a alternativa mostra o duplo movimento: ampliação do debate e inclusão de vivências históricas diversas, exatamente como defende o trecho (coerente com a coesão e coerência textual, conforme Koch).

Análise das alternativas incorretas:

A) Afirma que a produção seria "refratária" (= resistente, oposta) a temas disruptivos. Incorreta: o feminismo, ao contrário, tensiona e traz à tona as rupturas históricas e as discussões da genealogia feminina.

B) Fala em "reestruturar a hierarquização dos acontecimentos". Embora o feminismo critique hierarquias, a alternativa é genérica e não contempla a proposta de Rago de a união teoria-prática e do novo agente epistêmico.

C) Propõe "ignorar consensos teóricos externos". Errado: O feminismo não defende o isolamento teórico, mas sim o diálogo crítico e a articulação de saberes (vide Koch e Bechara sobre interdisciplinaridade e sentido contextual).

Pontos importantes para acertar questões desse tipo:

  • Atente-se para o vocabulário-chave: termos como "redimensionar", "novo solo epistêmico" e "articulação teoria e prática".
  • Busque sempre a alternativa mais ampla e inovadora, coerente com o avanço conceitual apresentado no texto.
  • Desconfie de alternativas que apresentem generalizações, omissões ou neguem processos de diálogo e construção coletiva do conhecimento.

Referências teóricas:
Koch (2017, 2018) e Bechara (2015) reforçam que a compreensão textual depende da análise semântica, coesiva e inferencial, indo além da leitura superficial das alternativas.

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