Insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa...

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Q2095426 Medicina
Insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa, na qual o coração é incapaz de bombear sangue de forma a atender às necessidades metabólicas tissulares, ou pode fazê-lo somente com elevadas pressões de enchimento. (Sociedade Brasileira de Cardiologia, 2018)
No exame físico do paciente com insuficiência cardíaca não é esperado o seguinte sintoma: 
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Tema central: Insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome de baixo débito e/ou altas pressões de enchimento. No exame físico, ela se manifesta por sinais de congestão (pressões elevadas) e/ou hipoperfusão (baixo débito). Pela ativação simpática, o esperado é taquicardia, não bradicardia. (Diretriz SBC IC 2018; UpToDate; Harrison)

Gabarito: B – Bradicardia

Justificativa da correta (B): Na IC descompensada, a queda do débito ativa o sistema nervoso simpático, aumentando a frequência cardíaca para manter perfusão. Assim, bradicardia não é esperada no exame físico típico. Ela pode ocorrer em situações específicas: uso/ajuste de betabloqueadores, bloqueios AV/doença do nó sinusal, intoxicação digitálica, hiperpotassemia, isquemia do sistema de condução. Logo, é a alternativa que foge ao padrão fisiopatológico habitual. (SBC 2018; ACC/AHA/HFSA 2022)

Análise das demais alternativas:

A – Congestão persistente: É esperada em IC, especialmente em descompensações e formas crônicas: turgência jugular, refluxo hepatojugular, estertores, hepatomegalia, edema/ascite. Reflete pressões de enchimento elevadas. “Persistente” indica controle inadequado, mas continua sendo um achado típico. (SBC 2018)

C – Perfusão inadequada: Também esperada em perfis de baixo débito (perfil “frio” de Stevenson): extremidades frias, pele marmórea, pulsos finos, TEC prolongado, oligúria, confusão/sonolência. Representa a falha em atender demandas metabólicas. (Harrison; UpToDate)

D – Hipotensão: Embora muitos pacientes ambulatoriais tenham PA normal ou até elevada, a hipotensão é frequente em IC avançada/descompensada e no choque cardiogênico, sendo um sinal de gravidade por baixo débito. Portanto, é compatível com o exame físico da IC. (SBC 2018)

Estratégia para a prova: Quando a banca pedir o que “não é esperado” na IC, busque o que contraria a resposta simpática compensatória: em geral, taquicardia é esperada; portanto, bradicardia chama atenção como exceção. Atenção à pegadinha semântica: o enunciado cita “sintoma”, mas os itens listam sinais de exame físico.

Referências essenciais: Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca – SBC 2018; ACC/AHA/HFSA 2022 Heart Failure Guideline; UpToDate (Evaluation of patients with suspected heart failure); Harrison’s Principles of Internal Medicine.

Conclusão: A alternativa que não se espera no exame físico típico da IC é a B) Bradicardia, por contrariar a resposta fisiológica compensatória usual.

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A questão apresenta informações sobre a insuficiência cardíaca (IC) e pede que o aluno identifique o sintoma que NÃO é esperado durante o exame físico de um paciente com essa síndrome clínica. A alternativa B, bradicardia, é a resposta correta, pois a IC geralmente está associada a um aumento da frequência cardíaca, e não a uma diminuição. As outras opções, congestão persistente, perfusão inadequada e hipotensão, são comuns em pacientes com IC e, portanto, esperadas durante o exame físico. É importante que o aluno compreenda essas características da IC, pois isso pode ser útil para identificar a condição em um paciente que se apresenta com sintomas relacionados à insuficiência cardíaca.

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