Qual o valor máximo tolerado de pressão arterial para esse ...

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Q3614263 Medicina
Caso clínico para responder à questão.


Mulher de 62 anos, hipertensa, portadora de doença renal crônica estágio 3A, tabagista 40 anos/maço é admitida no pronto socorro por conta de déficit de força em perna esquerda iniciada no dia anterior. Paciente acreditava se tratar de uma entorse, por isso não procurou atendimento médico. No pronto socorro visto glicemia de 110 mg/dl, PA: 150 x 100 mmhg, FC: 80, tempo de enchimento capilar menor 3 segundos. No exame clínico neurológico visto déficit de força e diminuição de sensibilidade em perna esquerda, sem alterações nos membros superiores, sem déficits de fala e sem déficit facial. Médico de plantão solicitou tomografia sendo que ela veio sem alteração. Então resolveu solicitar ressonância que demonstrou alteração compatível com isquemia.
Qual o valor máximo tolerado de pressão arterial para esse paciente?
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Tema central: O foco da questão é o manejo da pressão arterial (PA) na fase aguda do acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI), sem indicação de trombólise. Em emergências neurológicas, controlar a PA corretamente é crucial para evitar complicações como expansão da isquemia e hemorragia.

Análise do caso: Mulher idosa, hipertensa, com doença renal crônica, déficit motor súbito em membro inferior e diagnóstico de AVCI confirmado por ressonância. Sem indicação para trombólise devido ao tempo de sintomas (> 4,5h). Este é um cenário clássico em que saber o limiar para iniciar controlar a PA faz toda a diferença clínica e na prova!

Resposta correta justificada:
Segundo as Diretrizes para Tratamento da Fase Aguda do AVCI (SBDCV, 2025):
“A redução da pressão arterial só deve ser considerada se a PAS ≥ 220 mmHg ou a PAD ≥ 120 mmHg para pacientes que não receberão trombólise na fase aguda do AVCI.” (p. 15).
Reduzir antes desses valores pode piorar a penumbra isquêmica, potencializando o dano neurológico.

A alternativa A) 220 mmHg x 120 mmHg está de acordo com as diretrizes. Portanto, apenas acima desses valores deve-se iniciar anti-hipertensivo intravenoso em pacientes não candidatos à trombólise.

Por que as alternativas incorretas estão erradas?

  • B) 180 x 110 mmHg Limite inferior ao recomendado. Reduzir a PA já neste patamar pode comprometer a perfusão cerebral, agravando o AVCI.
  • C) 185 x 110 mmHg Valor correto exclusivamente para candidatos à trombólise (rt-PA). Neste caso clínico, não há indicação de trombólise.
  • D) 140 x 90 mmHg Valor-alvo para prevenção secundária, não para fase aguda. Reduzir para esse limiar pode ser altamente prejudicial inicialmente.

Estrategias para a prova: Fique atento ao tempo de início dos sintomas e à indicação ou não de trombólise. Provas frequentemente trocam os valores para tentar confundir, ou “importam” valores de controle crônico para cenários agudos.

Fontes de apoio:
Diretrizes SBDCV (2025), Ministério da Saúde (PCDT AVCI, 2023), UpToDate, Harrison’s Principles of Internal Medicine (20ª Ed.).
Essas referências reforçam que o limiar de 220/120 mmHg só é usado na ausência de trombólise.

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