Qual o diagnóstico mais provável e a conduta a ser tomada p...

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Q3614261 Medicina
Caso clínico para responder à questão.


Mulher de 62 anos, hipertensa, portadora de doença renal crônica estágio 3A, tabagista 40 anos/maço é admitida no pronto socorro por conta de déficit de força em perna esquerda iniciada no dia anterior. Paciente acreditava se tratar de uma entorse, por isso não procurou atendimento médico. No pronto socorro visto glicemia de 110 mg/dl, PA: 150 x 100 mmhg, FC: 80, tempo de enchimento capilar menor 3 segundos. No exame clínico neurológico visto déficit de força e diminuição de sensibilidade em perna esquerda, sem alterações nos membros superiores, sem déficits de fala e sem déficit facial. Médico de plantão solicitou tomografia sendo que ela veio sem alteração. Então resolveu solicitar ressonância que demonstrou alteração compatível com isquemia.
Qual o diagnóstico mais provável e a conduta a ser tomada pelo plantonista?
Alternativas

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Tema central: O caso aborda o manejo do acidente vascular cerebral isquêmico menor (AVCI minor) em paciente com fatores de risco clássicos (idade, hipertensão, doença renal crônica, tabagismo) e déficit neurológico focal súbito, evidenciado por déficit motor e sensitivo confinados à perna esquerda, sem outros déficits significativos. A confirmação por RM indica infarto cerebral recente.

Justificativa da alternativa correta (B): Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do AVC Isquêmico Agudo do Ministério da Saúde: “Em AVC isquêmico menor (NIHSS ≤ 3) ou AIT de alto risco, recomenda-se dupla antiagregação (AAS + inibidor do ADP) por 21 dias, seguida de monoterapia e uso de estatina.” (p. 63). As evidências do estudo CHANCE e do POINT sustentam essa conduta por mostrarem redução de recorrência de eventos isquêmicos, sem aumento significativo de sangramento.

Análise das alternativas incorretas:

A) Monoterapia (AAS e estatina) é insuficiente no AVCI minor de acordo com as diretrizes atuais. A dupla antiagregação de curto prazo é superior nesse cenário.

C) A realização da escala NIHSS e avaliação para trombólise está restrita à fase aguda, até 4,5 horas do início dos sintomas. Esta paciente procurou tardiamente o serviço (déficit iniciado no dia anterior), não sendo candidata à trombólise. Assim, a conduta recomendada está incorreta para este cenário.

D) Apesar de sugerir a conduta correta (dupla antiagregação), o diagnóstico apresentado (AIT de alto risco) não é o mais preciso. O AIT não gera lesão isquêmica identificável por imagem; nesta paciente, a ressonância evidenciou infarto, configurando AVCI minor, não AIT.

Estratégia de leitura: Atenção nas provas à cronologia dos sintomas e aos achados de imagem, para distinguir AVC de AIT. Observe termos como “ressonância mostrou lesão isquêmica”, orientando para AVCI minor, chave para indicar a dupla antiagregação temporária.

Resumo: O diagnóstico é AVC isquêmico minor e a conduta é DAP por 21 dias seguida de monoterapia, como orientam as principais diretrizes e evidências científicas (CHANCE/POINT). Assim, a alternativa B é a correta.

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