Sobre perda auditiva neurossensorial súbita (PANS), assinale...

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Q3833367 Medicina
Sobre perda auditiva neurossensorial súbita (PANS), assinale a alternativa CORRETA.
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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A resposta é C porque a base médica sustenta corticosteroides como tratamento inicial na PANS e reserva o corticoide intratimpânico para resgate ou cenários selecionados; as demais alternativas contrariam a definição clássica, a investigação retrococlear por RM/ABR ou o valor prognóstico da vertigem.

Tema central: Conduta na PANS
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a diretriz citada na base desencoraja o uso rotineiro de antivirais na PANS idiopática. O erro médico é transformar uma hipótese etiológica viral em benefício terapêutico comprovado, o que a base nega: não há evidência robusta de aumento das taxas de recuperação auditiva com antivirais de rotina.
B
Errada
Está errada por usar definição diagnóstica incorreta. A definição clássica de PANS é perda auditiva sensorioneural de pelo menos 30 dB em 3 frequências consecutivas, com instalação em até 72 horas. Afirmar 10 dB em 2 frequências reduz indevidamente o critério e não corresponde ao conceito clássico cobrado.
C
Certa
A alternativa C está correta porque os corticosteroides são a terapia farmacológica sustentada por evidência na PANS idiopática. A base define o corticoide sistêmico como opção de tratamento inicial e reconhece o corticoide intratimpânico como estratégia baseada em evidência, com papel especialmente como terapia de resgate e, em situações selecionadas, como alternativa ao sistêmico. Essa é a linha compatível com a diretriz AAO-HNSF 2019.
D
Errada
Está errada porque a investigação de patologia retrococlear faz parte da avaliação da PANS, tipicamente com RM de meatos acústicos internos/ângulo pontocerebelar ou ABR conforme o contexto, e isso não fica restrito à presença de sinais neurológicos focais. O erro da alternativa é dispensar investigação etiológica relevante e potencialmente perigosa.
E
Errada
Está errada porque a vertigem tem, sim, impacto prognóstico na PANS. Pela base, a associação com vertigem se correlaciona com pior recuperação auditiva, por sugerir acometimento labiríntico mais extenso. Portanto, negar valor prognóstico à vertigem contraria um fator prognóstico clássico.
Pegadinha da questão
A banca mistura uma alternativa correta com nuance de redação: o corticoide intratimpânico é muito enfatizado como terapia de resgate, o que pode levar o candidato a descartar a letra C, embora ela seja a única alinhada à base de evidência e ao gabarito oficial. Em paralelo, explora confusões clássicas entre etiologia viral presumida e indicação de antivirais, e entre não indicar TC de rotina e dispensar RM.
Dica para questões semelhantes
  • Na PANS, memorize o critério clássico: perda sensorioneural maior ou igual a 30 dB em 3 frequências consecutivas em até 72 horas.
  • Se a alternativa trouxer antivirais como rotina na PANS idiopática, a base aponta contra essa conduta.
  • Corticosteroide é o eixo terapêutico com evidência; o intratimpânico não deve ser descartado só por ser frequentemente lembrado como resgate.
  • Ausência de sinais neurológicos não exclui investigação retrococlear por RM/ABR, e vertigem piora prognóstico.

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