Em relação à fisiopatologia, diagnóstico e conduta no hipert...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q3506980 Medicina
Em relação à fisiopatologia, diagnóstico e conduta no hipertireoidismo, assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Tema central: Hipertireoidismo (tireotoxicose): entender a etiologia é crucial para definir a conduta. Principais causas: Doença de Graves (autoimune, TRAb positivo), bócio multinodular/adenoma tóxico (autonomia nodular) e tireoidites (liberação de hormônio pré-formado).

Alternativa correta – B: A oftalmopatia de Graves pode persistir ou piorar mesmo após normalização hormonal; o tabagismo é o principal fator de risco para surgimento e piora. O curso da orbitopatia é parcialmente independente dos níveis séricos, e o radioiodo pode exacerbar a oftalmopatia (profilaxia com glicocorticoide em casos de risco). Evidências: diretrizes da American Thyroid Association (ATA, 2016/2022) e UpToDate; Harrison’s.

Por que as demais estão incorretas?

A. TSH suprimido + T4L alto confirmam tireotoxicose, mas é obrigatório diferenciar a causa para tratar corretamente. Ex.: Graves (antitireoidianos/RAI/cirurgia), tireoidite (beta-bloqueador e anti-inflamatório; antitireoidiano não funciona), autonomia nodular (RAI/cirurgia). Ferramentas: TRAb, captação de iodo radioativo (RAIU) e Doppler com “inferno tireoidiano” na Graves. (ATA, UpToDate).

C. Na Graves, a captação de iodo está aumentada e difusa; nas tireoidites está reduzida pela liberação de hormônio pré-formado. Logo, a afirmação inverte o achado clássico. (ATA; Harrison’s).

D. Gestação: usar propiltiouracil (PTU) no 1º trimestre e trocar para metimazol (MMI) no 2º–3º. O MMI não é “contraindicado em qualquer trimestre”; o PTU é preferido inicial para reduzir teratogenicidade do MMI, mas o PTU tem hepatotoxicidade. (ATA 2017 – doença tireoidiana na gestação; SBEM).

E. A dosagem de T3 é útil quando TSH está baixo e T4L é normal, pois há tireotoxicose por T3 (5–10% dos casos, especialmente Graves inicial/autonomia nodular). Dizer que “raramente está elevado” e que é “inútil” está em desacordo com as diretrizes. (ATA; UpToDate).

Dicas para a prova: - Desconfie de frases que desestimulam a investigação etiológica. - Lembre o padrão da RAIU: difuso alto (Graves), nodular/heterogêneo (autonomia), baixo (tireoidite). - Gestação: PTU no 1º trimestre → MMI depois. - Tabagismo e radioiodo podem piorar a orbitopatia.

Referências rápidas: ATA Guidelines for Hyperthyroidism (2016/2022); ATA 2017 (gestação); UpToDate (Hyperthyroidism in adults); Harrison’s Principles of Internal Medicine; consensos SBEM.

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo