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Ano: 2014 Banca: IDECAN Órgão: EBSERH Prova: IDECAN - 2014 - EBSERH - Médico - Cardiologia |
Q1371654 Medicina
“Paciente, 48 anos, pardo, hipertenso com diagnóstico há 6 anos. Procura atendimento com quadro de cefaleia de início há 2 horas. Ao exame verificou-se: PA de 200 x 120 e fundo de olho sem alterações.” Diante do caso clínico apresentado, assinale a afirmativa INCORRETA.
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Tema central: A questão aborda o manejo clínico de urgência hipertensiva, situação comum em hospitais e prontos-socorros. O ponto-chave é diferenciar urgência de emergência hipertensiva, pois isso define a conduta e o tratamento a serem seguidos.

Raciocínio clínico: O paciente apresenta PA de 200x120 mmHg associada a cefaleia, mas sem sinais de lesão aguda em órgãos-alvo (teste: fundo de olho sem achados patológicos). Isso caracteriza uma urgência hipertensiva — ou seja, há elevação crítica da pressão sem dano agudo a órgãos vitais (cérebro, coração, rins ou retina).

Justificativa para a INCORRETA — Alternativa B:

A alternativa sugere uso obrigatório de nitroprussiato de sódio e redução rápida da PA em até 24 horas. Esta abordagem não está correta para urgências hipertensivas. De acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020:

“Na urgência hipertensiva, a pressão arterial deve ser reduzida progressivamente ao longo de 24-48 horas, por via oral, geralmente em ambiente ambulatorial ou leito de observação. O uso de antihipertensivos intravenosos, como nitroprussiato de sódio, está reservado para emergências hipertensivas.”

Portanto: Em urgências hipertensivas, a PA deve ser reduzida gradualmente e com antihipertensivos orais, sem necessidade de medicamentos intravenosos (IV) e hospitalização rotineira.

Análise das demais alternativas:

A) Correta. O uso de nifedipina sublingual está contraindicado por aumentar risco de isquemia miocárdica.

C) Correta. Pacientes com urgência hipertensiva têm maior risco cardiovascular futuro, evidenciado em estudos longitudinais (cf. UpToDate, 2023).

D) Correta. Reflete a definição de urgência hipertensiva: elevação importante da PA sem lesão de órgãos-alvo.

E) Correta. A avaliação criteriosa, inclusive fundoscopia, é fundamental na abordagem inicial do paciente hipertenso em crise.

Dicas para provas: Preste atenção em expressões como “comprometimento de órgão-alvo” — é o divisor entre urgência e emergência! Se não houver sintomas agudos ou sinais (confusão, dispneia, edema agudo de pulmão, alteração visual súbita), pense em manejo gradual e via oral.

Resumo prático: Urgência hipertensiva = redução lenta da PA + antihipertensivos orais.
Emergência hipertensiva = redução imediata + antihipertensivos IV (+ hospitalização).

Fontes:
Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020, tópico 13.6 e quadro 13.4.
Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª Ed., seção sobre crises hipertensivas.

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A alternativa INCORRETA é a letra B. A pressão arterial deve ser reduzida em casos de urgência hipertensiva, mas não necessariamente precisa ser feita com o uso do nitroprussiato de sódio. Existem outras opções de medicamentos que podem ser utilizados, dependendo do quadro clínico do paciente. Além disso, é importante avaliar a presença de lesões em órgãos-alvo e a estabilidade clínica do paciente antes de iniciar o tratamento. É importante lembrar que a urgência hipertensiva é uma condição grave que requer cuidados médicos imediatos para evitar complicações.

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