É uma condição clínica possivelmente comum em pacientes poli...

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Q3988202 Enfermagem
É uma condição clínica possivelmente comum em pacientes politraumatizados, vítimas de acidentes, quedas, etc. com risco de morte resultando da eventual perda de mais de 20% de líquido do corpo, gerando limitação ao coração para bombear uma quantidade suficiente de sangue para o corpo e pode levar à falência de órgãos e à morte. Estamos falando do Choque: 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O enunciado descreve politrauma com perda importante de volume/líquido, o que reduz o retorno venoso, a pré-carga e o débito cardíaco, causando hipoperfusão e risco de falência orgânica. Esse mecanismo caracteriza choque hipovolêmico e sustenta a alternativa C.

Tema central: Choque hipovolêmico no trauma
Análise das alternativas
A
Errada
Choque séptico é distributivo e decorre de infecção com resposta inflamatória sistêmica e vasodilatação. O enunciado não traz infecção como gatilho; traz trauma com perda importante de volume. Portanto, a etiologia e a fisiopatologia não correspondem ao choque séptico.
B
Errada
Choque cardiogênico exige falência primária da bomba cardíaca, como disfunção miocárdica importante ou arritmias graves. Aqui, a limitação do coração para bombear decorre da falta de volume circulante e da redução de pré-carga, não de incapacidade intrínseca do miocárdio. Esse é o ponto que exclui o cardiogênico.
C
Certa
A alternativa C está correta porque o quadro descrito é o de perda volêmica importante em contexto de trauma, mecanismo clássico de choque hipovolêmico. O problema central não é infecção, lesão neurológica autonômica ou falência primária do miocárdio, mas sim queda do volume circulante efetivo, o que reduz o enchimento cardíaco e limita o débito cardíaco de forma secundária. Isso explica a hipoperfusão tecidual, a possibilidade de falência de órgãos e o risco de morte mencionados no enunciado.
D
Errada
Choque neurogênico também é distributivo e costuma estar ligado à perda do tônus simpático, geralmente por lesão medular, com vasodilatação e bradicardia relativa. O enunciado não descreve lesão medular nem mecanismo autonômico; descreve perda volêmica traumática importante. Por isso, o mecanismo não é neurogênico.
Pegadinha da questão
A banca explora a frase sobre o coração não conseguir bombear sangue suficiente para induzir cardiogênico, mas o defeito descrito é secundário à perda de volume e à queda de pré-carga, não falência primária da bomba.
Dica para questões semelhantes
  • Em trauma, primeiro identifique se o enunciado descreve perda de volume circulante; isso aponta para choque hipovolêmico.
  • Diferencie causa primária da queda do débito cardíaco: na hipovolemia falta enchimento; no cardiogênico falha a bomba.
  • Falência orgânica e risco de morte não definem o tipo de choque; o que define é o mecanismo descrito.
  • Séptico e neurogênico são choques distributivos; se o eixo do caso for perda volêmica traumática, eles ficam excluídos.

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