A centrífuga é um equipamento de fundamental importância em...
Gabarito comentado
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Tema central: Uso seguro e eficiente da centrífuga em laboratório clínico. Conhecer balanceamento, refrigeração, limpeza e manutenção evita acidentes, hemólise e resultados inválidos, como recomendam a WHO (Laboratory Biosafety Manual, 4ª ed.), CDC/BMBL e manuais de fabricantes (p.ex., Eppendorf).
Alternativa correta: C — Os tubos devem ser equilibrados de forma transversa (diametralmente opostos), com mesma massa/volume e densidade, posicionados um em frente ao outro no rotor. Esse balanceamento distribui a força centrífuga de modo simétrico, reduz vibração, previne dano ao eixo/rolamentos, reduz risco de ruptura de tubos e artefatos como hemólise e mistura incompleta de fases. É prática padrão em laboratórios clínicos e consta em orientações de segurança de WHO/CDC e manuais de centrífugas.
Análise das incorretas
A) Ligar a centrífuga refrigerada apenas no momento do uso é inadequado. Recomenda-se pré-resfriar equipamento e rotor até a temperatura alvo (geralmente 4 °C) por minutos a dezenas de minutos, conforme fabricante. Isso evita aquecimento da amostra durante a aceleração, preservando analitos e evitando hemólise/proteólise. Muitos modelos têm função de “pre-cool”, mas ainda assim se antecipa o ligamento. (WHO; manuais Eppendorf/Beckman).
B) Limpar “com solventes, tais como benzina ou álcool” está incorreto. Benzina/acetona podem danificar rotores, vedantes e pintura, aumentando risco de fissuras e falhas catastróficas. A rotina é: detergente neutro e água, secagem completa; desinfecção quando necessário com álcool 70% ou outro desinfetante compatível, evitando imersão/prolongamento e sempre seguindo o manual do fabricante. (CDC/BMBL; manuais de fabricante).
D) Abrir a tampa antes da parada completa é prática insegura. Deve-se aguardar rotor parar totalmente (travamento/interlock) para evitar projeção de peças, aerossóis e ferimentos. É norma de biossegurança. (WHO; CDC/BMBL).
E) Manutenção “pelo menos de cinco em cinco anos” é insuficiente. A recomendação é manutenção preventiva periódica (tipicamente anual ou conforme horas de uso/rotação), inspeção frequente de corrosão/rachaduras em rotores e respeito ao prazo de vida útil (muitas vezes < 5 anos para rotores de alta velocidade). (Manuais de fabricante; boas práticas de laboratório).
Estratégia para a prova: Procure palavras-chave de segurança: pré-resfriar, balancear diametralmente, aguardar parada, detergente neutro, manutenção anual. Desconfie de promessas de “rápido o suficiente” e de usos de solventes agressivos.
Referências essenciais: WHO Laboratory Biosafety Manual (4th ed.); CDC BMBL (6th ed.); Manuais de operação Eppendorf/Beckman Coulter.
Gabarito: C
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