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Q4110260 Direito Processual Penal
Das alternativas abaixo, qual alternativa não é verdadeira em relação ao Princípio da Inadmissibilidade das provas ilícitas?
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Lei nº 9.296/1996, art. 1º: "A interceptação de comunicações telefônicas, de qualquer natureza, para prova em investigação criminal e em instrução processual penal, observará o disposto nesta Lei e dependerá de ordem do juiz competente da ação principal, sob segredo de justiça." A alternativa D é a única não verdadeira porque afirma admissibilidade irrestrita, quando a lei condiciona a interceptação a ordem judicial e à finalidade legal específica.

Tema central: provas ilícitas
Análise das alternativas
A
Errada
Não é a alternativa a marcar, porque está de acordo com a distinção conceitual clássica adotada na base: prova ilícita é a obtida com violação a direito material. Isso é compatível com o art. 157, caput, do CPP, que define como ilícitas as provas obtidas em violação a normas constitucionais ou legais.
B
Errada
Também não é a alternativa a marcar, porque a base afirma expressamente a distinção tradicional segundo a qual a prova ilegítima decorre de violação de norma processual. O erro aqui seria confundir ilicitude com ilegitimidade.
C
Errada
Também não é a alternativa a marcar. A vedação às provas derivadas das ilícitas tem apoio expresso no Código de Processo Penal, art. 157, § 1º: "São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras." Além disso, a Constituição Federal, art. 5º, LVI, afirma que "são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos;", sem restringir a vedação ao processo judicial penal, razão pela qual a menção a processo administrativo não torna a assertiva falsa.
D
Certa
A alternativa D é a resposta porque nega os limites legais da interceptação telefônica. Não há admissibilidade irrestrita desse meio de obtenção de prova. Além do art. 1º da Lei nº 9.296/1996, a base também aponta a vedação geral do art. 5º, LVI, da Constituição Federal — "são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos;" — e o art. 157, caput, do CPP — "São inadmissíveis, devendo ser desentranhadas do processo, as provas ilícitas, assim entendidas as obtidas em violação a normas constitucionais ou legais." Portanto, afirmar que a interceptação sempre poderá instruir o processo é juridicamente falso, porque ela só é admitida nos estritos termos legais.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões reais: o uso da palavra "sempre" na alternativa D, ignorando que a interceptação telefônica é excepcional e depende de ordem judicial, e a tentativa de levar o candidato a rejeitar a alternativa C apenas por mencionar processo administrativo, apesar de a vedação constitucional referir-se ao "processo" em geral.
Dica para questões semelhantes
  • Se a alternativa usar "sempre" para interceptação telefônica, confronte com a Lei nº 9.296/1996, art. 1º: há reserva de jurisdição e finalidade legal específica.
  • Separe os conceitos cobrados em concurso: prova ilícita, na classificação tradicional, liga-se à violação de direito material; prova ilegítima, à violação de norma processual.
  • Ao ver prova derivada de ilícita, aplique o art. 157, § 1º, do CPP: a regra é a inadmissibilidade, com ressalvas legais de ausência de nexo causal ou fonte independente.

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Comentários

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Gab d

Sempre não. Deve ser precedida de autorização judicial quando houver indícios razoáveis de autoria em crimes com penas de reclusão, e as provas não puderem ser obtidas por outro meio.

Gabarito D

As interceptações telefônicas não podem sempre instruir o processo, pois dependem de autorização judicial e só são admitidas em hipóteses específicas previstas em lei, como investigação de crimes puníveis com reclusão.

Portanto, quando realizadas sem ordem judicial ou fora das situações legais, configuram prova ilícita e não podem ser utilizadas no processo penal, em respeito ao princípio da inadmissibilidade das provas obtidas por meios ilícitos.

CFOPMBA

"não é verdadeira"

Não serão admitidas provas ilícitas, EXCEÇÕES: 

Art .157 §1: 

1. Não evidenciado nexo de causalidade entre umas e outra;  

2. Fonte independente;  

3. Que favoreça o réu. (Embora as provas ilícitas não sejam admitidas no processo, parte da doutrina entende que as mesmas podem ser utilizadas para absolvição do réu, mas nunca para condená-lo.) 

Alternativa incorreta letra “D”,

A) As provas ilícitas são aquelas obtidas com infringência ao direito material.

B) Já as provas ilegítimas são as obtidas com desrespeito ao direito processual.

C) Consagrou-se, ainda, no Brasil, a teoria da prova ilícita por derivação (“frutos da árvore envenenada” ou “efeito à distância”. Assim, quando uma prova for produzida por mecanismos ilícitos, não se pode aceitar as provas que daí advenham.

D) A Lei nº 9.296/1996 aduz que a interceptação de comunicações telefônicas, de qualquer natureza, para prova em investigação criminal e em instrução processual penal, observará o disposto nesta Lei e dependerá de ordem do juiz competente da ação principal, sob segredo de justiça.

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