A doença de Crohn, doença inflamatória intestinal crônica, ...

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Q2299882 Medicina
A doença de Crohn, doença inflamatória intestinal crônica, capaz de afetar qualquer segmento do canal alimentar da boca até o ânus, e que evolui por surtos de exacerbação e remissão. Sobre o tratamento clínico, pode-se afirmar CORRETAMENTE: 
Alternativas

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Tema central: O tema desta questão é tratamento clínico da Doença de Crohn, uma doença inflamatória intestinal crônica, com evolução imprevisível, requerendo manejo individualizado e multidisciplinar. Entender o manejo terapêutico, inclusive limitações e riscos, é fundamental para o concurso.

Justificativa da alternativa correta (A): A abordagem terapêutica da Doença de Crohn é de fato complexa e de resultados muitas vezes imprevisíveis. Cada paciente responde de maneira única aos tratamentos, sendo comum a necessidade de associar medicamentos como corticosteróides, imunossupressores, biológicos e suporte nutricional, além do controle rigoroso das comorbidades e complicações.

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença de Crohn (PCDT/MS, Seção 9.2): “O tratamento adequado depende da localização, da extensão e da gravidade da doença, devendo ser personalizado e adaptado conforme a resposta clínica.” Assim, há grande variabilidade de resposta, o que torna o manejo clínico muitas vezes desafiador e imprevisível.

Análise das alternativas incorretas:

B) Erro conceitual de dosagem e tempo. As doses de prednisona por via oral para surtos agudos de Crohn geralmente variam entre 40 e 60 mg/dia, jamais 120 a 150 mg, o que elevaria muito o risco de efeitos adversos (PCDT, p. 30). O uso prolongado de corticosteroides acima de 12 semanas é evitado por risco de complicações metabólicas, ósseas e infecciosas.

C) Afirmação falsa. Os anti-inflamatórios são fundamentais na indução de remissão dos quadros agudos. Não utilizá-los limitaria o controle da inflamação e da progressão da doença.

D) Incorreta conceitualmente. A mesalazina é geralmente bem tolerada, com poucos efeitos colaterais, sendo indicada para casos leves. Reações adversas graves são raras. Ela não apresenta “muitos efeitos colaterais indesejáveis” quando indicada corretamente.

Estratégia de prova: Atenção para termos absolutos ou superlativos e checar se há distorção de doses, duração do tratamento e indicações – detalhes recorrentes nas “pegadinhas”.

Com base nas diretrizes e evidências científicas atuais, a alternativa correta é a A, pois expressa com fidelidade a natureza complexa e imprevisível do tratamento da Doença de Crohn.

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Comentários

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A alternativa A é a correta porque a doença de Crohn é uma condição crônica e complexa que afeta o trato gastrointestinal e pode variar significativamente em sua apresentação e progressão entre os pacientes. Portanto, não há um único protocolo de tratamento que seja eficaz para todos os casos, o que faz com que a abordagem terapêutica seja individualizada e adaptada às necessidades de cada paciente. Além disso, a resposta ao tratamento pode ser imprevisível, com alguns pacientes respondendo bem a certas medicações e outros não, ou experimentando períodos de remissão seguidos por surtos de exacerbação. Os medicamentos utilizados para o tratamento podem incluir agentes anti-inflamatórios, imunomoduladores e biológicos, mas a eficácia e os efeitos colaterais podem variar. As alternativas B, C e D contêm afirmações incorretas: a B está errada porque a dose inicial de corticosteroides (como a prednisona) para o tratamento da doença de Crohn é geralmente menor, e o uso prolongado desses medicamentos está associado a efeitos colaterais significativos. A alternativa C é incorreta porque as drogas anti-inflamatórias são uma parte importante do tratamento para controlar a inflamação, e não para mascarar a doença. Finalmente, a alternativa D é incorreta porque a mesalazina é comumente usada no tratamento da doença inflamatória intestinal e, embora possa ter efeitos colaterais, estes não são tipicamente caracterizados como "muitos efeitos colaterais indesejáveis" no contexto da remissão dos surtos da doença.

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