A ingestão de corpos estranhos e a impactação alimentar no ...
Gabarito comentado
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Tema central: A ingestão de corpos estranhos e a impactação alimentar no esôfago constituem quadros comuns de emergência médica, sobretudo em crianças. A avaliação e conduta variam conforme o tipo do corpo estranho e o local onde se encontra.
Justificativa da alternativa incorreta (Gabarito: A):
A alternativa A está INCORRETA pois afirma que "baterias que alcançam o estômago precisam ser retiradas imediatamente, mesmo que os pacientes não apresentem sinais ou sintomas de complicações". De acordo com as principais diretrizes, apenas baterias retidas no esôfago exigem remoção urgente (Manual de Acompanhamento da Criança/SES-SP: “Deve-se remover com urgência todas as pilhas ou baterias, quando localizadas no esôfago... Porém, se ultrapassado o esôfago, geralmente são eliminadas nas fezes sem complicações e não necessitam de remoção”). Se a bateria está no estômago e o paciente é assintomático, a conduta costuma ser expectante, salvo nos casos de pilhas grandes, sintomas de complicação ou ausência de progressão demonstrada por radiografia seriada.
Análise das alternativas corretas:
Alternativa B: CORRETA. Moedas, esferas e objetos semelhantes são os corpos estranhos mais comuns em pediatria e a faixa etária de maior risco é a infantil, conforme relatado nos manuais de acompanhamento e observação clínica.
Alternativa C: CORRETA. Para os chamados “body packers” (traficantes que engolem pacotes de droga), a manipulação endoscópica é contraindicada devido ao alto risco de ruptura dos pacotes. O tratamento cirúrgico é preferencial quando há suspeita de complicação ou ruptura, conforme recomendações internacionais (UpToDate, diretrizes de emergências).
Alternativa D: CORRETA. Objetos cortantes, como ossos de galinha, podem e devem ser removidos por endoscopia urgente (em geral, nas primeiras 6 horas), para evitar perfuração ou outras complicações graves do trato digestório.
Dicas de prova: Atenção à localização do corpo estranho, tipo de objeto e sintomas do paciente. Termos como “sempre”, “imediatamente” e “todos os casos” costumam indicar alternativas com potencial de pegadinha. O manejo pode variar conforme sintomas e evolução radiológica, baseando-se sempre nas Diretrizes Clínicas Oficiais.
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