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Q2299881 Medicina
A ingestão de corpos estranhos e a impactação alimentar no esôfago são comuns na prática clínica. Dado o tema, assinale a alternativa INCORRETA:
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Tema central: A ingestão de corpos estranhos e a impactação alimentar no esôfago constituem quadros comuns de emergência médica, sobretudo em crianças. A avaliação e conduta variam conforme o tipo do corpo estranho e o local onde se encontra.

Justificativa da alternativa incorreta (Gabarito: A):

A alternativa A está INCORRETA pois afirma que "baterias que alcançam o estômago precisam ser retiradas imediatamente, mesmo que os pacientes não apresentem sinais ou sintomas de complicações". De acordo com as principais diretrizes, apenas baterias retidas no esôfago exigem remoção urgente (Manual de Acompanhamento da Criança/SES-SP: “Deve-se remover com urgência todas as pilhas ou baterias, quando localizadas no esôfago... Porém, se ultrapassado o esôfago, geralmente são eliminadas nas fezes sem complicações e não necessitam de remoção”). Se a bateria está no estômago e o paciente é assintomático, a conduta costuma ser expectante, salvo nos casos de pilhas grandes, sintomas de complicação ou ausência de progressão demonstrada por radiografia seriada.

Análise das alternativas corretas:

Alternativa B: CORRETA. Moedas, esferas e objetos semelhantes são os corpos estranhos mais comuns em pediatria e a faixa etária de maior risco é a infantil, conforme relatado nos manuais de acompanhamento e observação clínica.

Alternativa C: CORRETA. Para os chamados “body packers” (traficantes que engolem pacotes de droga), a manipulação endoscópica é contraindicada devido ao alto risco de ruptura dos pacotes. O tratamento cirúrgico é preferencial quando há suspeita de complicação ou ruptura, conforme recomendações internacionais (UpToDate, diretrizes de emergências).

Alternativa D: CORRETA. Objetos cortantes, como ossos de galinha, podem e devem ser removidos por endoscopia urgente (em geral, nas primeiras 6 horas), para evitar perfuração ou outras complicações graves do trato digestório.

Dicas de prova: Atenção à localização do corpo estranho, tipo de objeto e sintomas do paciente. Termos como “sempre”, “imediatamente” e “todos os casos” costumam indicar alternativas com potencial de pegadinha. O manejo pode variar conforme sintomas e evolução radiológica, baseando-se sempre nas Diretrizes Clínicas Oficiais.

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A questão aborda o manejo clínico de corpos estranhos ingeridos e impactações alimentares no esôfago, uma situação comum na prática médica, especialmente na pediatria. A resposta correta é a alternativa (A), que afirma que "Baterias que alcançam o estômago precisam ser retiradas imediatamente, mesmo que os pacientes não apresentem sinais ou sintomas de complicações". Esta afirmação é incorreta porque, na maioria dos casos, baterias que passaram para o estômago podem ser monitoradas para passagem espontânea através do trato gastrointestinal, a menos que o paciente manifeste sintomas de toxicidade ou ocorrência de complicações. Intervenção imediata é geralmente necessária apenas quando a bateria está presa no esôfago, onde pode causar danos graves como perfuração ou necrose devido à corrente elétrica ou ao vazamento de substâncias tóxicas. As alternativas (B), (C) e (D) contêm informações corretas. A alternativa (B) é verdadeira porque moedas e pequenas esferas são, de fato, os objetos mais comumente ingeridos, e crianças são frequentemente afetadas devido à sua tendência natural de colocar objetos na boca. A alternativa (C) corretamente indica que o tratamento cirúrgico, e não endoscópico, é recomendado para casos de ingestão de pacotes de drogas (corpos pacotes), pois há risco elevado de ruptura e consequente overdose se houver liberação do conteúdo no trato gastrointestinal. A alternativa (D) é verdadeira ao afirmar que objetos cortantes ou pontiagudos podem ser retirados endoscopicamente dentro de um certo período (primeiras 6 horas), desde que o procedimento seja feito com cautela para evitar danos ao esôfago ou outras partes do trato digestivo.

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