São indicações para monitoração do pH esofágico ambulatoria...
( ) Sintomas típicos que respondem aos inibidores da bomba de prótons na terapia. ( ) Sintomas atípicos, como dor no tórax não-cardíaca. ( ) Sintomas atípicos, como manifestações pulmonares. ( ) Sintomas recorrentes após a cirurgia antir-refluxo.
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Tema central: O monitoramento do pH esofágico ambulatorial é um exame diagnóstico fundamental na avaliação da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) em situações específicas, principalmente quando o quadro clínico não é típico ou o tratamento não surte efeito esperado.
Análise das afirmativas:
1. Sintomas típicos que respondem aos inibidores da bomba de prótons (IBP). Falso. Justificativa: Segundo a Sociedade Brasileira de Motilidade Digestiva e Neurogastroenterologia (SBMDN): “O monitoramento do pH esofágico é usado quando há sintomas típicos que não respondem ao tratamento medicamentoso”. Ou seja, se o paciente responde bem ao IBP, a realização do exame não é indicada, pois já fica confirmada a relação dos sintomas com DRGE.
2. Sintomas atípicos, como dor torácica não-cardíaca. Verdadeiro. Justificativa: Sintomas atípicos, especialmente dor torácica não-cardíaca, requerem investigação adicional para afastar refluxo ácido, razão pela qual a pHmetria é útil nestes casos.
3. Sintomas atípicos, como manifestações pulmonares. Verdadeiro. Justificativa: Tosse crônica, rouquidão e manifestações pulmonares também podem ser secundárias ao refluxo gastroesofágico. Segundo o “Projeto Diretrizes” da AMB/CFM, “a avaliação por pHmetria é justificada em sintomas atípicos, para estabelecer relação causal com DRGE”.
4. Sintomas recorrentes após a cirurgia antirrefluxo. Verdadeiro. Justificativa: Sintomas que persistem ou retornam após a cirurgia antirrefluxo são indicação clássica para monitorização do pH, conforme diretrizes nacionais e internacionais, pois podem indicar recorrência, falha cirúrgica ou outra etiologia.
Gabarito: B) F, V, V, V.
Análise crítica das alternativas incorretas:
Alternativa A considera a afirmativa 1 como verdadeira, o que contraria as diretrizes, pois não há indicação de pHmetria em sintomas típicos que melhoram com IBP.
Alternativa C ignora o papel da pHmetria em sintomas pós-cirúrgicos.
Alternativa D despreza a relevância da avaliação de sintomas atípicos torácicos, erro frequente em provas.
Estratégias de prova: Atenção a termos como “responde” ou “não responde” ao IBP e diferencie sintomas típicos de atípicos. Sintomas típicos controlados NÃO são indicação! Fique atento quando a banca usar termos opostos, pois essa é uma pegadinha comum.
Base científica: Consulte sempre as recomendações da SBMDN, AMB/CFM e fontes como UpToDate ou Harrison’s para reforçar seu raciocínio clínico.
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