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Q2299877 Medicina
Sobre complicações do tratamento da hemorragia não varicosa, pode-se considerar CORRETA:
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Gabarito Comentado – Complicações do Tratamento da Hemorragia Não Varicosa

Tema central: A questão trata dos principais métodos de hemostasia para hemorragia digestiva alta não varicosa, abordando os meios utilizados e as complicações possíveis de cada método.

Análise da Alternativa Correta (A):
A hemostasia da hemorragia digestiva alta não varicosa pode ser feita tanto por meios térmicos (como a eletrocoagulação) quanto por meios não térmicos (como injeção de adrenalina ou agentes esclerosantes). Segundo o documento "Abordagem do paciente com hemorragia digestiva alta não varicosa", “a hemostasia endoscópica pode ser realizada por métodos térmicos (eletrocoagulação) e não térmicos (injeção de substâncias esclerosantes)”. Ambos métodos são recomendados pelas principais diretrizes e aceitos na prática clínica, inclusive no SUS.

Alternativas Incorretas:

B) Incorreta. As complicações não se restringem aos métodos térmicos; métodos não térmicos também causam complicações, como dor, perfuração e formação de úlceras (ex.: álcool absoluto).

C) Incorreta. Embora o rigor no volume de álcool absoluto seja imprescindível para evitar extensa necrose ou perfuração, o valor citado (40 a 50 ml) está muito acima do recomendável. O volume seguro, segundo protocolos, é 1 a 2 ml por sessão (UpToDate, 2024).

D) Incorreta. A antibioticoterapia profilática é indicada rotineiramente apenas em hemorragia varicosa (especialmente com cirrose). Para hemorragias não varicosas, não é recomendação de rotina (vide “Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde”, 2021).

DICA DE PROVA:
Sempre atente aos termos absolutos (“apenas”, “sempre”, “de rotina”) nas alternativas, pois costumam caracterizar pegadinhas. Além disso, números exagerados ou fora da prática, como 40 a 50ml de esclerosante, normalmente representam erro conceitual.

Resumo: Tanto métodos térmicos quanto não térmicos são usados na hemostasia da hemorragia não varicosa, ambos podem causar complicações se não manejados adequadamente. As principais diretrizes brasileiras e internacionais contraindicam rotinas sem respaldo científico atual.

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Comentários

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A alternativa A é a correta, pois nela se afirma que a hemostasia, que é o processo para parar uma hemorragia, pode ser realizada utilizando meios térmicos, como a eletrocoagulação, e meios não térmicos, como a injeção de diferentes substâncias (ex.: adrenalina, solução salina, etc.). Essas técnicas são padrão no tratamento de hemorragias não varicosas, como as que podem ocorrer no trato gastrointestinal. As outras opções contêm informações que não são precisas ou amplamente recomendadas. A opção B é incorreta porque complicações podem surgir tanto com meios térmicos quanto não térmicos; a opção C está errada porque o volume de álcool absoluto mencionado (40 a 50ml) é excessivo e poderia causar danos graves, como úlceras e perfurações; normalmente, são utilizados volumes muito menores. Por fim, a alternativa D é falha porque a antibioticoterapia profilática não é uma recomendação de rotina em todos os casos de tratamento de hemorragias não varicosas, mas sim indicada apenas em situações específicas, levando em consideração o risco de infecção e a presença de fatores que podem aumentar esse risco. Portanto, a opção A é a única correta por descrever de maneira acurada um aspecto do tratamento da hemorragia não varicosa.

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