Sobre complicações do tratamento da hemorragia não varicosa...
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Gabarito Comentado – Complicações do Tratamento da Hemorragia Não Varicosa
Tema central: A questão trata dos principais métodos de hemostasia para hemorragia digestiva alta não varicosa, abordando os meios utilizados e as complicações possíveis de cada método.
Análise da Alternativa Correta (A):
A hemostasia da hemorragia digestiva alta não varicosa pode ser feita tanto por meios térmicos (como a eletrocoagulação) quanto por meios não térmicos (como injeção de adrenalina ou agentes esclerosantes). Segundo o documento "Abordagem do paciente com hemorragia digestiva alta não varicosa", “a hemostasia endoscópica pode ser realizada por métodos térmicos (eletrocoagulação) e não térmicos (injeção de substâncias esclerosantes)”. Ambos métodos são recomendados pelas principais diretrizes e aceitos na prática clínica, inclusive no SUS.
Alternativas Incorretas:
B) Incorreta. As complicações não se restringem aos métodos térmicos; métodos não térmicos também causam complicações, como dor, perfuração e formação de úlceras (ex.: álcool absoluto).
C) Incorreta. Embora o rigor no volume de álcool absoluto seja imprescindível para evitar extensa necrose ou perfuração, o valor citado (40 a 50 ml) está muito acima do recomendável. O volume seguro, segundo protocolos, é 1 a 2 ml por sessão (UpToDate, 2024).
D) Incorreta. A antibioticoterapia profilática é indicada rotineiramente apenas em hemorragia varicosa (especialmente com cirrose). Para hemorragias não varicosas, não é recomendação de rotina (vide “Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde”, 2021).
DICA DE PROVA:
Sempre atente aos termos absolutos (“apenas”, “sempre”, “de rotina”) nas alternativas, pois costumam caracterizar pegadinhas. Além disso, números exagerados ou fora da prática, como 40 a 50ml de esclerosante, normalmente representam erro conceitual.
Resumo: Tanto métodos térmicos quanto não térmicos são usados na hemostasia da hemorragia não varicosa, ambos podem causar complicações se não manejados adequadamente. As principais diretrizes brasileiras e internacionais contraindicam rotinas sem respaldo científico atual.
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