Sobre a hemorragia digestiva aguda, evidenciada pela hematê...
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Comentário da Questão – Hemorragia Digestiva Aguda em Cirróticos
Tema central: O manejo de hemorragia digestiva aguda (HDA), especialmente em pacientes com cirrose, exige atenção ao equilíbrio hemodinâmico, administração cuidadosa de líquidos, proteção de vias aéreas conforme necessidade e uso de terapias farmacológicas comprovadamente eficazes.
Alternativa A (Correta):
A afirmação de que o volume arterial efetivo é baixo e existe tendência à hipotensão em cirróticos está correta em relação à fisiopatologia destes pacientes. A reposição criteriosa de volume, evitando sobrecarga, é essencial devido ao alto risco de sangramento recorrente. Segundo o PCDT de Hemorragia Digestiva Alta do Ministério da Saúde e a diretriz do American College of Gastroenterology, a reposição sanguínea em hemorragia varicosa visa hemoglobina em torno de 7 g/dL, evitando transfusões excessivas (UpToDate, seção “Acute variceal bleeding in adults”). A pressão arterial sistólica deve garantir perfusão de órgãos (≥ 90 mmHg), mas pacientes idosos ou frágeis podem exigir metas individualizadas. O conceito destacado é evitar a “correção total imediata” da hemoglobina.
Análise das Alternativas Incorretas:
B: Embora a intubação orotraqueal seja sim indicada em pacientes com rebaixamento importante do nível de consciência para prevenir aspiração, a manutenção da sonda nasogástrica é controversa e não rotineira, pois pode aumentar o risco de novo sangramento. Diretrizes recomendam cautela e uso restrito apenas quando realmente necessário (SBG, 2022).
C: A terlipressina é validada como escolha para sangramento varicoso, porém a alternativa diminui sua eficácia, o que contradiz evidências. Além disso, o regime correto é 2mg a cada 4 horas e não em bolus a cada 12 horas (UpToDate). A precisão nos detalhes posológicos é fundamental em provas!
D: A afirmação de que apenas grandes volumes de cristaloides evitam recidiva de sangramento e ascite está equivocada. O excesso de cristaloide favorece ascite e agrava o extravasamento de líquidos. As melhores práticas exigem rigoroso monitoramento da volemia e utilização de concentrados de hemácias conforme indicado, como orienta o PCDT da Cirrose.
Dica de Prova: Questões como essa avaliam entendimento abrangente e atualizado das condutas clínicas, exigindo atenção a números, detalhes de protocolos e fisiopatologia. Atenção especial à meta de hemoglobina, motivo de frequente pegadinha!
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