Paciente masculino de 72 anos, portador de miocardiopatia d...

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Q2302562 Medicina
Paciente masculino de 72 anos, portador de miocardiopatia dilatada de etiologia Chagásica, Classe funcional III-IV com internações frequentes. Foi encaminhado ao cardiologista para avaliação quanto à possibilidade de realização de transplante cardíaco. O paciente possui insuficiência renal com clearance estimado em 45ml/min, teste de resistência vascular pulmonar revelou resistência pulmonar fixa = 7 Wood (após provas farmacológicas). Após avaliação o paciente não foi eleito candidato ao transplante. Dentre os itens, indique aquele que aponta a contraindicação absoluta para a realização do transplante cardíaco.
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Assunto central: A questão aborda contraindicações absolutas ao transplante cardíaco, tema essencial para o médico geriatra compreender ao avaliar pacientes idosos com insuficiência cardíaca avançada.

Comentando a alternativa correta – B) Resistência vascular pulmonar elevada:

Segundo a 3ª Diretriz Brasileira de Transplante Cardíaco da SBC, a resistência vascular pulmonar fixa acima de 5 unidades Wood é contraindicação absoluta ao transplante, mesmo após testes com vasodilatadores. O motivo é o risco significativo de falência aguda do ventrículo direito do novo coração, devido à sobrecarga que a alta resistência pulmonar impõe. Em exames, esse dado é insuperável clinicamente, tornando o transplante inviável.

Análise das alternativas incorretas:

A) Idade superior a 70 anos: Não é contraindicação absoluta, apenas relativa. Pacientes idosos podem ser avaliados caso mantenham bom estado funcional e ausência de comorbidades graves. A diretriz permite a indicação individualizada, considerando riscos e benefícios caso a caso.

C) Miocardiopatia de etiologia chagásica: Não é impedimento absoluto. Pelo contrário, a doença de Chagas é causa frequente de indicação de transplante no Brasil. Importante monitorar a reativação da doença após o procedimento, mas não configura contraindicação.

D) Insuficiência renal: Só contraindica se irreversível e sem possibilidade de transplante renal concomitante. No caso do paciente (clearance 45ml/min), ainda pode ser considerado, pois possível melhora pós-transplante cardíaco pode ocorrer. Assim, a insuficiência renal isolada não barra o transplante.

Ponto-chave de concursos: Fique atento a termos como “absoluta” e “relativa” nas questões. Contraindicações absolutas são inquestionáveis e não permitem exceções. Use as diretrizes para reconhecer esses pontos críticos.

Resumo: A alternativa B é a correta, pois, conforme diretrizes, resistência vascular pulmonar fixa >5 Wood representa contraindicação absoluta ao transplante cardíaco.

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A questão aborda critérios de elegibilidade para o transplante cardíaco, identificando fatores que constituem contraindicações absolutas para a realização do procedimento. A alternativa B é a correta, pois uma resistência vascular pulmonar elevada representa uma contraindicação absoluta ao transplante cardíaco. Isso ocorre porque a presença de hipertensão pulmonar severa e fixa, com uma resistência acima de 6 Wood units mesmo após teste com vasodilatadores, pode levar a falha do coração transplantado em função da dificuldade de bombear sangue contra a resistência elevada nos vasos pulmonares. As outras opções, embora possam ser consideradas na avaliação de risco para o transplante, não configuram contraindicações absolutas. A idade avançada (opção A) pode ser uma contraindicação relativa, dependendo da saúde geral do paciente e de outros fatores. A etiologia chagásica da miocardiopatia (opção C) não é uma contraindicação absoluta, considerando que transplantes podem ser realizados em pacientes com doença de Chagas sob condições específicas e cuidados adicionais. Insuficiência renal (opção D), com clearance de creatinina estimado em 45 ml/min, não é uma contraindicação absoluta, mas é um fator de risco que requer avaliação cuidadosa, podendo necessitar de um transplante renal combinado em casos selecionados. Assim, o paciente foi considerado inelegível para o transplante primariamente devido à sua resistência vascular pulmonar elevada e fixa.

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