Machado de Assis é considerado um escritor clássico em termo...

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Q885787 Português

Machado de Assis é considerado um escritor clássico em termos de linguagem, mas isso não impede que haja termos e construções da língua coloquial em seus textos.


O trecho abaixo em que só estão presentes termos e construções formais é:

Alternativas

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Tema central: A questão aborda interpretação de texto com foco na identificação de registros formais e coloquiais na Língua Portuguesa, habilidade essencial para concursos de nível técnico e superior.

Alternativa correta: C

Justificativa:

A alternativa C (“Ouvindo isso, não me pude ter que lhe não falasse das cartas que aguardavam o Tristão”) é a única composta exclusivamente por termos e construções formais.
Destacam-se:

  • Sintaxe elaborada e vocabulário culto, típicos da linguagem formal e literária, sem gírias ou regionalismos.
  • Estrutura complexa e uso de pronomes (“me”, “lhe”) apropriados à norma-padrão, sem contrações populares.

Segundo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa) e Cunha & Cintra, a formalidade se reflete no respeito rigoroso à construção sintática tradicional e ausência de marcas de oralidade.

Análise das alternativas incorretas:

  • A: “Jumento de uma figa” é expressão popular e de baixo calão – clara marca da linguagem coloquial.
  • B: Os termos “Nhonhô” e “sinhá” são formas regionais, afetivas e informais.
  • D: “caiu pra trás” apresenta locução popular e a contração “pra” em vez de “para”, comuns na oralidade.
  • E: “diacho” é gíria, além da estrutura informal da frase.

Estratégia: Ao interpretar esse tipo de questão:

  • Repare em termos afetivos, gírias, expressões idiomáticas e contrações: são marcas indicativas do coloquialismo.
  • Busque construções sintáticas rebuscadas e ausência de oralidade como sinais da linguagem formal.

Cuidado com pegadinhas: expressões populares camufladas em contextos aparentemente sérios.

Resumo: A resposta exige identificar e diferenciar registros da língua. A alternativa C é a correta por empregar apenas construções e termos formais, conforme preconiza a norma culta orientada pelos principais gramáticos.

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Comentários

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Gabarito: "C"

 

a) “Jumento de uma figa, cortaste-me os fios às reflexões”.

Errado. Trata-se de matáfora. Metáfora é o "emprego da palavra fora de seu sentido básico, recebendo uma nova significação por uma comparação entre seres de universos distintos."

 

 b) “Nhonhô não vai visitar sinhá D. Eusébia? Perguntou-me o Prudêncio”. 

Errado. É uma perífrase (?!) "consiste no uso de maior quantidade de palavras para exprimir o que poderia ser dito com menos palavras."

 

 c) “Ouvindo isso, não me pude ter que lhe não falasse das cartas que aguardavam o Tristão”.

Correto e, portanto, gabarito da questão. 

 

 d) “Quando o testamento foi aberto, Rubião quase caiu pra trás”.

Errado. É um eufemismo, se pensarmos que suavizando a "morte". 

 

 e) “Depois do sobressalto, um aborrecimento. Que diacho de ideia aquela de imprimir um fato particular, contado em confiança?” 

Errado. Trata-se de eufemismo (?!) Eufemismo é a "suavização de uma ideia negativa."

 

OBS.: Não sei muito figuras de linguagem... Pesquisei e tudo mais, porém, posso ter errado em alguma(s). Por favor, me avisem.

 

(PESTANA, 2017)

Acho que os erros são:

a) “Jumento de uma figa, cortaste-me os fios às reflexões”.  (expressão popular)

 

b) “Nhonhô não vai visitar sinhá D. Eusébia? Perguntou-me o Prudêncio”.  (visitará)

 

 d) “Quando o testamento foi aberto, Rubião quase caiu pra trás”.  (para)

 

e)Depois do sobressalto, um aborrecimento. Que diacho de ideia aquela de imprimir um fato particular, contado em confiança?”   (expressão popular)

 

 

 

 

As construções formais se preocupam com a leitura, ou seja, fazer com fazer com que o texto seja entendido, nesse sentido utiliza-se de palavras em seu sentido denotativo (dicionarizado), não emprega conotação (sentido em função de seu contexto) e afasta-se oralidade.

 

O trecho abaixo em que só estão presentes termos e construções formais é: 

 

a) “Jumento de uma figa, cortaste-me os fios às reflexões”. (Oralidade e conotação).

 

b) “Nhonhô não vai visitar sinhá D. Eusébia? Perguntou-me o Prudêncio”. (Falta de paralelismo, tipico da Oralidade. Estamos diante de uma pergunta sobre algo que aconteceu no passado "perguntou = pretérito perfeito do indicativo". Quem perguntou? Ele = Nhonhô. Perguntou o quê?  A resposta para essa pergunta tem que guardar paralelismo sintático com mesma. Observe que "vai visitar" é umla locução verbal, e asim quem concorda com o sujeito "ele" é o verbo auxiliar "ir", "vai = presente do indicativo", então respeitada a concordância e preservado o paralelismo teriamos: “Nhonhô não foi visitar sinhá D. Eusébia? Perguntou-me o Prudêncio”.    


c) “Ouvindo isso, não me pude ter que lhe não falasse das cartas que aguardavam o Tristão”. (pretérito, pretérito, pretérito).   


d) “Quando o testamento foi aberto, Rubião quase caiu pra trás”. (Oralidade e conotação).


e) “Depois do sobressalto, um aborrecimento. Que diacho de ideia aquela de imprimir um fato particular, contado em confiança?”  (Oralidade e conotação).

“Ouvindo isso, não me pude ter que lhe não falasse das cartas que aguardavam o Tristão


GAB-C

Banca filha da PQ@#!@# mesmo...no textinho fala de lingua coloquial, no comando da questão manda um "construção formal" ou seja totalmente oposto. É DO MAL ESSA FGV.

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