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Ano: 2025 Banca: UFPR Órgão: UFPR Prova: UFPR - 2025 - UFPR - Médico - Clínico Geral |
Q3507010 Medicina
Uma mulher de 32 anos refere quadro de tontura quando realiza esforços, acompanhado de cefaleia e dispneia, que persiste há 5 meses. A menstruação apresenta volumoso sangramento e dura mais de 7 dias. No exame físico, apresenta discreta palidez cutaneomucosa e frequência cardíaca de 102 batimentos por minuto. Os resultados laboratoriais foram: ferritina sérica < 30 ng/mL, hemoglobina 9,4 g/dL e ferro sérico 40 mcg/dL. Como tratamento, qual é a dose de reposição de ferro elementar a ser ministrada por dia?
Alternativas

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Tema central: anemia ferropriva por perda crônica (menorragia) em mulher jovem, com sintomas de hipoxemia tecidual e laboratório compatível (Hb 9,4 g/dL, ferritina < 30 ng/mL, ferro sérico baixo).

Raciocínio clínico: menstruação prolongada e volumosa → perda de ferro; clínica de tontura, dispneia, taquicardia e palidez; ferritina < 30 ng/mL confirma deficiência de ferro (marcador mais específico). Diagnóstico: anemia ferropriva.

Tratamento de escolha: reposição oral de ferro elementar. Diretrizes clássicas (Harrison’s; Ministério da Saúde/OMS) recomendam 100–200 mg/dia de ferro elementar em adultos com anemia ferropriva. Evidências recentes (UpToDate) admitem 60–120 mg/dia (ou em dias alternados) para melhor absorção, mas em provas a conduta padrão é ≈100 mg/dia. Logo, a alternativa correta é: E – 100 mg.

Como marcar na prática: exemplos de equivalência aproximada de ferro elementar: sulfato ferroso 300 mg ≈ 60 mg de Fe; fumarato ferroso 300 mg ≈ 100 mg. Assim, pode-se usar 1 comp. de fumarato ferroso 300 mg ao dia ou esquemas equivalentes, por pelo menos 3 meses e por mais 3 meses após normalizar a Hb para repletar estoques.

Evolução esperada: reticulocitose em 7–10 dias; Hb ↑ ~1 g/dL a cada 2–3 semanas. Orientar tomar longe de cálcio/antiácidos; vitamina C pode ajudar; manejar efeitos gastrointestinais.

Análise das alternativas:

  • A – 10 mg: dose profilática, incapaz de corrigir anemia. Inadequada para tratamento (OMS/MS).
  • B – 15 mg: também profilática (ex.: multivitamínicos), subterapêutica para anemia.
  • C – 40 mg: embora estudos modernos mostrem eficácia com 40–65 mg/dia, protocolos clássicos de concurso pedem 100–200 mg/dia em anemia estabelecida; opção menos alinhada ao padrão exigido.
  • D – 50 mg: mesma justificativa da alternativa C; frequentemente insuficiente segundo diretrizes tradicionais.
  • E – 100 mg: correta; dentro do intervalo recomendado por diretrizes clássicas (Harrison’s, OMS, MS) para tratamento da anemia ferropriva em adultos.

Pegadinhas e estratégia: não se prenda ao ferro sérico isolado; priorize ferritina baixa e história de perda crônica. Em provas, para “dose diária de reposição”, pense em 100–200 mg de ferro elementar; se houver apenas um valor, escolha 100 mg.

Referências úteis: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Iron deficiency in adults); OMS/Ministério da Saúde – manejo da anemia ferropriva.

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