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Q3993225 Geografia

Considerando os diversos conflitos pelo mundo, assim como as tensões regionais e globais e as tentativas de concertação para a paz, julgue o item a seguir. 


Apesar dos conflitos existentes, a diplomacia brasileira historicamente defende a Zona de Paz e de Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS), criada em 1986, e a Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz, feita no âmbito da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), em 2014, propugnando, entre outros princípios, pela cooperação, solução pacífica controvérsias e a não intervenção em assuntos internos. 

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Essa afirmação está CORRETA e toca em pontos centrais da tradição diplomática brasileira e do Direito Internacional.

Aqui está a síntese dos fundamentos para o CACD:

1. ZOPACAS (1986): A Defesa do Entorno Estratégico

A criação da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, por iniciativa brasileira, consolidou o conceito de que o Atlântico Sul é uma região de interesse exclusivo dos países ribeirinhos (América do Sul e África).

  • Objetivo: Evitar a presença de potências extrarregionais e armas de destruição em massa (desnuclearização).
  • Contexto Atual: O Brasil revitalizou a ZOPACAS (especialmente na Reunião Ministerial do Mindelo em 2023) para reforçar a segurança marítima contra a pirataria e o crime organizado, protegendo a nossa "Amazônia Azul".

2. CELAC (2014): A Proclamação da Zona de Paz

Feita durante a II Cúpula da CELAC em Havana, essa proclamação é um marco regional que reforça princípios que constam no Artigo 4º da Constituição Federal Brasileira:

  • Solução Pacífica de Controvérsias: Compromisso de não recorrer à ameaça ou ao uso da força.
  • Não Intervenção: Respeito à soberania nacional e à autodeterminação de cada Estado membro.

3. A Conexão Diplomática

Para a prova, entenda que essas duas iniciativas (ZOPACAS e CELAC) formam o que se chama de "arquitetura de paz" do Hemisfério Sul. A diplomacia brasileira as defende historicamente para:

  • Garantir a autonomia regional frente às disputas entre grandes potências globais.
  • Promover o Multilateralismo e o Direito Internacional como ferramentas de proteção para países de média potência, como o Brasil.

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