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Em relação a aspectos linguísticos e estilísticos do texto IV, julgue (C ou E) o item que se segue.
Ao chamar o Rio Doce de Watu (terceiro parágrafo), o autor emprega uma metáfora.
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Tema central: Figuras de linguagem — mais precisamente, análise entre metáfora e o uso de nomes próprios de referência cultural no texto.
No trecho analisado, o autor afirma: “O Rio Doce, que nós, os Krenak, chamamos de Watu, nosso avô, é uma pessoa, não um recurso, como dizem os economistas.”
Conceito essencial: Pela norma-padrão, metáfora é uma figura de linguagem caracterizada pela relação de semelhança implícita entre dois elementos, transferindo-se o sentido de um para outro sem o uso de conectivos comparativos. Veja a regra explicitada por Bechara: “A metáfora consiste na transposição de sentido em que há comparação implícita.” (Moderna Gramática Portuguesa).
Justificativa da resposta (“E” – errado): Ao chamar o Rio Doce de Watu, o autor está usando a denominação tradicional do povo Krenak para o rio. Não se trata de metáfora, pois não há transferência de sentido baseada em semelhança entre “Rio Doce” e “Watu”; trata-se do próprio nome que identifica e personifica o rio dentro da cosmovisão indígena. Isso representa nomeação autêntica e não criação de sentido figurado.
Pelo contrário, se dissesse: “O Rio Doce é um gigante adormecido”, aí sim haveria metáfora (comparação implícita entre o rio e um gigante).
Análise das alternativas:
- C (Certo): Incorreta. O emprego do nome “Watu” não é uma metáfora, mas um caso de referência cultural. Trata-se da maneira como o grupo denomina o rio, sem relação de semelhança figurada.
- E (Errado): Correta. Não ocorre metáfora, e sim a indicação de uma nomeação tradicional.
Estratégia para provas futuras: Fique atento à diferença entre “nome próprio cultural”, metáfora e metonímia. Nomear algo com a palavra de outra cultura, sem intenção de comparação figurada, não é metáfora. Sempre relacione ao contexto e aos valores do grupo mencionado.
Referências: Bechara, “Moderna Gramática Portuguesa”; Cunha & Cintra, “Nova Gramática do Português Contemporâneo”.
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Diferença entre metáfora e comparação
A diferença está em como fazem isso. Comparação: apresenta explicitamente palavras que marcam a comparação que está sendo feita: “como”, “tal qual”, “feito” etc. Metáfora: é uma comparação implícita e em sentido figurado, ou seja, sem usar palavras que marquem a comparação e sem poder ser entendida literalmente.
No meu ponto de vista, a questão trata de uma presopopeia, personificação, e não de uma metáfora
FIGURAS DE LINGUAGEM
⏩ METÁFORA➜ é uma comparação subentendida.
- Quando comparamos com outra mas conseguimos entender.
- “A cidade é como uma grande vitrine de impossibilidades.”
- Minha mãe é um anjo (= minha mãe é tão bondosa quanto um anjo)
- Aquele garoto é uma girafa ( = aquele garoto é tão alto quanto uma girafa)
⏩ COMPARAÇÃO➜ Sempre que na comparação existir a expressão “como” deixa de ser metáfora e passa a ser uma COMPARAÇÃO
ex.: Ela é linda como uma gata
⏩ ANTÍTESE➜ Encontrará palavras antônimas (CONTRÁRIAS)
Antítese ↔ Antônima
ex.: O ódio é o sentimento mais próximo do amor.
⏩PARADOXO➜ Encontrará ideias contrárias
ex.: Quanto mais ele trabalha, menos dinheiro ele tem
O som dos pássaros só aumentava o silêncio
Ele estudava bem, mas não resolvia muitas questões
⏩HIPÉRBOLE➜ EXAGERO
ex.: Chorei um rio de lágrimas/ louco por cerveja
· Estava morto de fome.
· Eu já disse isso a você 1 milhão de vezes.
⏩SINESTESIA➜ Remete-se aos 5 sentidos (Visão, tato, audição, olfato e paladar)
ex.: Adoro aquele perfume doce
⏩METONÍMIA➜ Sempre que trocar a parte pelo todo; o autor pela obra; marca pelo produto; causa pela consequência.
ex.: Cansei de ler Machado de Assis. (METONÍMIA, pois lê-se a obra e não o autor)
⏩EUFEMISMO➜ SUAVIZAÇÃO da Expressão
ex.: Ela vive de caridade pública ➜ ESMOLAS
ex.: Ele foi morar no céu ➜ MORREU
ex: O governo faltou com a verdade > MENTIU
Errado (E).
Ao chamar o Rio Doce de Watu, o autor emprega uma metonímia, não uma metáfora. Ele está substituindo o nome do rio por um termo que tem uma relação direta e significativa com ele, no caso, "Watu" que significa "nosso avô" na língua Krenak. Isso reflete a visão cultural e espiritual dos Krenak, que veem o rio como um ancestral, uma entidade viva e respeitável.
Fonte: Copilot
Creio que nessa questão foi aplicada a SINESTESIA ( SENTIDOS HUMANOS)
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