S.F.D, 23 anos, sexo feminino, procura atendimento médico, ...

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Q1276115 Medicina
S.F.D, 23 anos, sexo feminino, procura atendimento médico, no centro de saúde, devido a dor intensa em região pélvica há 2 semanas, com piora progressiva. Na noite anterior apresentou febre e vômitos. Tem apresentado corrimento vaginal e sua menstruação é irregular desde a adolescência. Durante exame físico o médico constatou TAX: 38,3ºC, PA: 100x60mmHg, FC: 100bpm, abdômen doloroso a palpação com defesa em região pélvica. Toque com dor a mobilização de colo e secreção cervical purulenta.
Considerando o caso descrito, assinale a alternativa CORRETA em relação a conduta a ser tomada pelo médico.
Alternativas

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O tema central desta questão é o manejo adequado de um caso de Doença Inflamatória Pélvica (DIP), uma condição que pode ter complicações graves e requer um diagnóstico e tratamento oportunos.

**Justificativa para a alternativa correta (D):**

A paciente apresenta sinais clínicos clássicos de DIP: febre, dor pélvica intensa, corrimento vaginal e secreção cervical purulenta. Além disso, ela tem sinais de inflamação sistêmica, como febre alta e frequência cardíaca elevada. O fato de apresentar defesa abdominal e dor à mobilização do colo uterino indica um quadro de DIP moderada a grave. Nessas situações, conforme diretrizes médicas, é essencial encaminhar a paciente para um serviço de urgência para avaliação mais aprofundada e tratamento intravenoso. Isso pode incluir antibióticos intravenosos, que são mais eficazes em infecções severas, e o monitoramento do paciente para evitar complicações como abscessos tubo-ovarianos ou infertilidade.

**Análise das alternativas incorretas:**

A - Iniciar tratamento para doença inflamatória pélvica e reavaliar em três dias.

Embora o tratamento para DIP seja necessário, a abordagem proposta na alternativa A é adequada apenas para casos leves. A paciente apresenta um caso potencialmente grave, devido à presença de febre alta e sinais de infecção sistêmica, que não deve ser manejado de forma ambulatorial sem supervisão imediata.

B - Solicitar exame de urina e hemograma para melhor esclarecimento do caso.

Embora exames laboratoriais possam ser úteis para confirmar o diagnóstico e avaliar o estado geral da paciente, eles não são a prioridade imediata. A condição clínica sugere fortemente DIP, e a paciente precisa de tratamento urgente em vez de um atraso potencial na intervenção.

C - Iniciar tratamento para doenças sexualmente transmissível e orientar tratamento dos parceiros.

Embora o tratamento para DSTs e orientação aos parceiros sejam componentes importantes na gestão de DIP, esta abordagem é insuficiente para o quadro agudo e grave apresentado pela paciente. É necessário tratamento intravenoso e avaliação em um ambiente hospitalar para garantir o manejo adequado da infecção.

Essa questão é um ótimo exemplo de como identificar a gravidade clínica em cenários comuns de Medicina de Família e Comunidade, e a importância de reconhecer quando encaminhar para cuidados intensivos. A experiência clínica e o conhecimento de diretrizes são cruciais para decisões rápidas e eficazes.

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Comentários

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Febre + vômitos sao criterios p/ internação.

Piora progressiva.

Com sinais de alarme: febre, vômitos...

Encaminhar para o setor de urgência e emergência.

A alternativa correta é:

D) Encaminhar a paciente para um serviço de urgência para propedêutica e tratamento intravenoso.

A paciente apresenta um quadro clínico sugestivo de doença inflamatória pélvica (DIP), uma infecção do trato genital superior, associada à dor pélvica, febre, corrimento vaginal purulento e sinais clínicos de peritonite (abdômen doloroso com defesa). O diagnóstico de DIP é indicado pela combinação de sintomas, como dor pélvica, febre, secreção cervical purulenta, e a dor à mobilização do colo do útero. A DIP pode levar a complicações graves, como abscessos pélvicos e infertilidade, se não tratada adequadamente.

Em casos de DIP grave ou com sinais de complicação (febre alta, hipotensão, dor intensa), é necessária a hospitalização para administração de antibióticos intravenosos, avaliações adicionais (como ultrassom ou cultura de secreções) e monitoramento.

  • A) Iniciar tratamento para doença inflamatória pélvica e reavaliar em três dias.
  • Falsa. Embora o tratamento para DIP seja essencial, este caso envolve sinais de gravidade (febre alta, hipotensão e dor intensa), que justificam a hospitalização imediata e tratamento intravenoso, e não a simples reavaliação ambulatorial.
  • B) Solicitar exame de urina e hemograma para melhor esclarecimento do caso.
  • Falsa. Embora exames complementares como urina e hemograma possam ser úteis em alguns casos, o quadro clínico é sugestivo de DIP grave, que requer tratamento imediato. O foco inicial deve ser o tratamento intravenoso e a estabilização clínica.
  • C) Iniciar tratamento para doenças sexualmente transmissíveis e orientar tratamento dos parceiros.
  • Parcialmente correta, mas incompleta. O tratamento para doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) é, de fato, parte da conduta para DIP, mas neste caso a prioridade é a internação para cuidados intravenosos devido à gravidade do quadro.

Portanto, a conduta mais adequada neste caso é o encaminhamento para urgência para tratamento adequado e imediata administração de antibióticos intravenosos.

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