Paciente do sexo masculino 28 anos de idade, portador de ob...

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Q4039644 Medicina
Paciente do sexo masculino 28 anos de idade, portador de obesidade com IMC de 32kg/m². Sedentário e tabagista. Procura atendimento por consulta de rotina, trazido pela esposa, preocupada com relação ao ganho de peso excessivo. O paciente nega quaisquer queixas. Assinale a alternativa que apresenta como o médico da Unidade Básica deve conduzir com relação a hipertensão arterial sistêmica, durante a consulta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Em adulto assintomático na atenção primária, a pressão arterial deve ser aferida na consulta de rotina. No caso, a faixa de 130-139/85-89 mmHg é classificada, na formulação tradicional brasileira, como pressão normal-alta/limítrofe e exige estratificação do risco cardiovascular global; por isso, a alternativa C é a correta.

Tema central: Rastreamento de HAS e pressão normal-alta
Análise das alternativas
A
Errada
Errada porque ausência de sintomas não exclui hipertensão. A aferição da pressão arterial faz parte da avaliação clínica básica e do rastreamento de HAS em adultos na rotina da atenção primária. O erro médico da alternativa é dispensar rastreamento justamente em uma doença frequentemente silenciosa.
B
Errada
Errada porque absolutiza que, abaixo de 130x85 mmHg, não há nenhuma conduta. Pela base, mesmo sem pressão nessa faixa limítrofe, o paciente mantém fatores de risco cardiovasculares relevantes, o que exige intervenção preventiva e acompanhamento. O erro é reduzir a consulta ao número da PA e ignorar o risco cardiovascular global.
C
Certa
A alternativa C acerta porque combina dois pontos exigidos pela base: a classificação tradicional brasileira de 130x85 a 139x89 mmHg como pressão normal-alta/limítrofe e a conduta correta na atenção primária, que não é inércia, mas sim estratificação do risco cardiovascular e medidas sobre fatores modificáveis. Isso é especialmente pertinente porque o enunciado traz fatores de risco claros, como obesidade, tabagismo e sedentarismo.
D
Errada
Errada porque transforma uma medida isolada acima de 140x90 mmHg em indicação automática de tratamento na mesma consulta. Pela base, diagnóstico de HAS e início de tratamento farmacológico não devem se apoiar apenas em uma aferição casual de rotina, salvo situações especiais não descritas no caso. O ponto de corte diagnóstico não autoriza, por si só, instituir tratamento imediato sem confirmação e contextualização do risco.
E
Errada
Errada porque inclui beta-bloqueadores cardiosseletivos como primeira linha universal para a população geral. Pela base, as classes usualmente consideradas de primeira linha para HAS essencial incluem diuréticos tiazídicos, IECA, BRA e bloqueadores de canal de cálcio; beta-bloqueadores não são primeira linha geral e têm indicações específicas.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: achar que paciente jovem e assintomático não precisa rastrear hipertensão e tomar a faixa 130-139/85-89 mmHg como situação sem conduta, quando na classificação tradicional brasileira ela exige estratificação de risco. Outra armadilha é usar 140x90 mmHg como gatilho automático para tratar sem confirmação diagnóstica.
Dica para questões semelhantes
  • Em adulto na APS, ausência de sintomas não dispensa aferição da pressão arterial.
  • Faixa pressórica limítrofe/normal-alta não significa ausência de conduta; pense em risco cardiovascular global e medidas não farmacológicas.
  • Não confunda medida isolada elevada com indicação automática de tratamento farmacológico.
  • Ao analisar tratamento da HAS, diferencie classes de primeira linha universal das drogas reservadas a indicações específicas.

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