O ódio fabrica sua própria força justamente ao ignorar o...

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Ano: 2021 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2021 - UNB - Vestibular - Libras |
Q1985066 História
    O ódio fabrica sua própria força justamente ao ignorar ou exceder a realidade concreta. Ele não precisa nem de base, nem de ocasião real. Basta-lhe uma projeção. (...) O ódio sempre tem um contexto específico que o explica e do qual ele surge. As razões que o sustentam e que servem para explicar por que um grupo supostamente “merece” ser odiado têm de ser fabricadas por alguém em determinado quadro histórico-cultural. Esses motivos têm de ser expostos, narrados e ilustrados repetidamente até que se depositem disposições. 
Carolin Emcke. Contra o ódio. Maurício Liesen (Trad.). 1.ª ed. Editora Âyiné, 2020 (com adaptações). 
O discurso de ódio é um fator essencial para a ascensão dos ideais fascistas. Inventando medos e inimigos a partir do negacionismo histórico, líderes populares emergiram com o discurso de que seriam os únicos capazes de salvar sua pátria da corrupção e da suposta degeneração social. Considerando esse assunto, julgue o item, acerca da presença da ideologia fascista e dos regimes que a adotaram na primeira metade do século XX.  

O extermínio dos prisioneiros dos campos de concentração nazistas era uma ação baseada nos princípios das teorias raciais que colocavam a raça ariana como superior às demais. 
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Alternativa correta: C — certo

Tema central: a relação entre a ideologia racial nazista e o extermínio promovido pelos campos de concentração. É preciso entender como discursos racistas e pseudo‑científicos legitimaram políticas de eliminação em massa no período nazista.

Resumo teórico e evidências históricas: o nazismo articulou a ideia da "raça ariana" superior com teorias eugênicas e raciais (influências de Social Darwinism e da medicina racial), transformando preconceitos em legislação e prática estatal. As Leis de Núremberg (1935) institucionalizaram a discriminação; programas como a Aktion T4 (eutanásia de deficientes) precederam e testaram técnicas de extermínio; a decisão e a logística da "Solução Final" foram formalizadas na Conferência de Wannsee (1942). Fontes clássicas: Raul Hilberg, The Destruction of the European Jews; Richard J. Evans, The Third Reich; Ian Kershaw, Hitler.

Justificativa da resposta: o extermínio nos campos nazistas não foi consequência aleatória de guerra, mas política deliberada fundamentada em teorias raciais que consideravam judeus, ciganos e outros grupos como biologicamente inferiores e perigosos. Documentos da própria administração nazista (decisões, memórias, relatórios) e o funcionamento dos campos (câmaras de gás, câmaras de extermínio, transporte sistemático por trens) demonstram uma política estatal dirigida por uma ideologia racial. Assim, a afirmação é correta.

Leituras recomendadas: Raul Hilberg (The Destruction of the European Jews); Richard J. Evans (The Third Reich); Christopher Browning (Ordinary Men) — obras que explicam a conexão entre ideologia, legislação e execução prática do genocídio nazista.

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Gabarito Certo - as ações baseavam-se na ideia de criar uma raça pura.

The trooper again ​

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