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Q3036498 Medicina
O manguito rotador é um conjunto de tendões responsáveis pelos movimentos de abdução e rotações do ombro. As patologias que o acometem têm as mais variadas origens e a seguir são citados alguns desses motivos. Assinale a alternativa menos provável na etiologia das roturas do manguito rotador.
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Tema central: Roturas do manguito rotador decorrem de causas intrínsecas (degeneração, hipovascularização) e extrínsecas (impacto subacromial, morfologia do acrômio) e também de trauma. O tendão do supraespinal é o mais acometido.

Alternativa correta: B — Acrômio tipo I (menos provável)
O acrômio tipo I (plano), pela classificação de Bigliani, é o que menos se associa a impacto subacromial e a roturas. Quem aumenta o risco é o tipo III (ganchoso) e, em menor grau, o tipo II (curvo). Assim, considerar o tipo I como causa é pouco provável. Referências: UpToDate (Rotator cuff disease), Rockwood & Matsen’s Shoulder, diretrizes e revisões da AAOS.

Por que as outras alternativas são plausíveis?

A — Trauma. Roturas traumáticas ocorrem após queda com braço abduzido, luxação glenoumeral ou esforço súbito (elevação de carga). São clássicas em pacientes mais velhos, mas também em jovens atletas. Evidência consistente em séries cirúrgicas e consensos AAOS/UpToDate; muitas vezes indicam repair precoce em ativos.

C — Hipovascularização do supra-espinhoso. A “zona crítica” a ~1 cm da inserção no troquiter tem menor perfusão, favorecendo degeneração e microfissuras que progridem para rotura, sobretudo com a idade. Este é um mecanismo intrínseco clássico descrito desde Codman e mantido em revisões atuais.

D — Impacto sub-acromial primário. O atrito repetitivo do supraespinal sob o arco coracoacromial (especialmente em atividades acima da cabeça) leva a tendinopatia e possível rotura. Embora haja debate moderno valorizando causas intrínsecas, o impingement segue reconhecido como fator extrínseco relevante, principalmente quando associado a acrômio tipo III ou osteófitos do acrômio/tubérculo maior.

Pegadinhas e estratégia de prova
- Foque na palavra-chave: “menos provável”.
- Memorize Bigliani: Tipo I (plano) = menor risco; Tipo II (curvo) = risco intermediário; Tipo III (ganchoso) = maior risco.
- Lembre que roturas podem ser traumáticas ou degenerativas; ambas são comuns, e hipovascularização sustenta a degeneração.

Aplicação prática: dor e fraqueza para elevação/abdução sugerem acometimento do supraespinal; US e RM confirmam extensão da lesão e avaliam morfologia acromial. Conduta varia de fisioterapia/analgésicos até reparo artroscópico conforme idade, demanda funcional e padrão da rotura (AAOS/UpToDate).

Conclusão: a alternativa B é a menos provável, pois o acrômio tipo I não aumenta o risco de rotura do manguito.

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