Em relação às fraturas transtrocanterianas, assinale a alte...
Gabarito comentado
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Tema central: fraturas transtrocanterianas (intertrocantéricas) são fraturas extracapsulares do fêmur proximal, típicas de idosos com osteoporose após queda da própria altura. Apresentam dor intensa, incapacidade de deambular e membro encurtado e em rotação externa.
Gabarito (INCORRETA): B. A afirmação de que a rotação externa é “maior” nas fraturas trocantéricas do que nas do colo do fêmur não se sustenta. Em ambas, o achado clássico é rotação externa e encurtamento; o grau de rotação depende do traço e das forças musculares, não havendo consenso de que seja sistematicamente maior nas transtrocanterianas. Fontes de referência (UpToDate; Rockwood & Green’s; AO Foundation) descrevem o mesmo padrão clínico sem estabelecer hierarquia de “maior” rotação externa.
Análise das demais alternativas (corretas):
A) Verdadeira. Pacientes com fraturas transtrocanterianas, em média, são mais idosos e com mais comorbidades do que os com fratura do colo, que também ocorrem em idosos, mas têm maior proporção de casos em adultos mais jovens por trauma de alta energia. (Rockwood & Green’s; UpToDate)
C) Verdadeira. A fixação baseia-se na estabilidade: padrões estáveis (AO/OTA 31-A1) geralmente com placa-parafuso deslizante (DHS); instáveis (cominutivas, parede lateral incompetente, reverso oblíquo, extensão subtrocantérica; 31-A2/A3) preferem haste cefalomedular. Diretrizes AAOS/SBOT e AO recomendam essa escolha por melhor controle do varo e menor falha mecânica.
D) Verdadeira. Embora a fixação seja padrão, artroplastia (hemi ou total) pode ser opção em idosos muito frágeis com fraturas muito instáveis/cominutivas, osteoporose grave, parede lateral deficiente ou artrose avançada, quando a chance de falha de fixação é alta. Evidência moderada e uso seletivo. (UpToDate; AAOS CPG 2020)
Diagnóstico e raciocínio clínico: dor no quadril, impotência funcional, rotação externa e encurtamento; nas transtrocanterianas há mais edema e equimoses (extracapsular). Radiografias AP de pelve e perfil axial confirmam e permitem classificar a estabilidade, chave para a conduta.
Pegadinha de prova: termos absolutos como “maior” ou “sempre” costumam invalidar a assertiva quando não há evidência sólida. Lembre: ambas as fraturas cursam com rotação externa; evite hierarquizar o grau sem suporte das diretrizes.
Referências rápidas: UpToDate (Intertrochanteric hip fracture), AO Foundation Surgery Reference, Rockwood & Green’s Fractures in Adults, AAOS CPG 2020, materiais SBOT.
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