Em relação ao tratamento das fraturas do terço distal do rá...

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Q3036491 Medicina
Em relação ao tratamento das fraturas do terço distal do rádio em crianças, devemos seguir algumas orientações que determinam o sucesso do tratamento. Em relação às fraturas, assinale a afirmativa INCORRETA. 
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Tema central: fraturas do terço distal do rádio em crianças (metafisárias/justafisárias), seu diagnóstico por imagem e princípios de tratamento e seguimento.

Alternativa INCORRETA: D. A tomografia não é o padrão-ouro para diagnóstico dessas fraturas em pediatria. O exame de escolha é a radiografia simples (AP e perfil) do punho/antebraço, que define o traço, o desvio e a relação com a fise. A TC fica reservada para casos intra-articulares (p.ex., Salter-Harris III/IV), traços complexos ou dúvida diagnóstica após RX adequado. Em suspeita de lesão oculta, US ou RM podem ser úteis, evitando radiação. Referências: UpToDate; POSNA; Rockwood & Wilkins; AAOS/Orthobullets.

Por que as demais estão corretas?

A) Fratura em torus (buckle): é uma impactação cortical com “abaulamento” da metáfise, estável. Conduta: imobilização curta e confortável (tala/bandagem removível) por 2–3 semanas, sem necessidade de redução. Serve para analgesia e para reduzir o risco de novo trauma evoluir para fratura desviada. Diretrizes atuais apoiam imobilizações simples e curta duração.

B) Remodelação metafisária: fraturas justafisárias do rádio têm grande potencial de remodelação, sobretudo no plano sagital (flexo-extensão). Aceita-se maior angulação em crianças menores (≈15–20° < 10 anos), enquanto adolescentes toleram menos. Isso explica o manejo conservador amplo nessas lesões. (POSNA; Rockwood & Wilkins).

C) Seguimento radiográfico: após redução fechada e gesso, há risco de perda de redução nas primeiras semanas, quando o edema regride e o gesso pode afrouxar. Recomenda-se RX de controle em 7–10 dias e novamente até 3–4 semanas, ajustando imobilização se necessário e verificando moldagem adequada (princípio dos 3 pontos/cast index). (UpToDate; AAOS).

Estratégia de prova (pegadinha): quando a questão pediátrica falar em “padrão-ouro” para fraturas do rádio distal, pense primeiro em radiografia simples. Atribuir “TC” como padrão-ouro é típico de casos intra-articulares ou de planejamento cirúrgico específico, não da rotina.

Principais pontos práticos: dor, edema e deformidade orientam o RX; torus = imobilização simples e curta; metafisárias desviadas = redução fechada + gesso bem moldado; RX seriado nas 3–4 primeiras semanas; TC apenas em situações selecionadas.

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