As lesões na extremidade superior das crianças são muito co...
Gabarito comentado
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Tema central: As fraturas na extremidade superior de crianças apresentam alta incidência na prática pediátrica de Ortopedia. É fundamental conhecer a epidemiologia dessas lesões para correto diagnóstico, manejo e prevenção de sequelas.
Justificativa da alternativa INCORRETA (gabarito: B):
As fraturas do carpo NÃO são as mais comuns em crianças. Elas ocorrem com menor frequência na população infantil, já que ossos do carpo têm maior flexibilidade e resistência antes da maturação óssea completa. Segundo o Projeto Diretrizes da AMB, “Fraturas do terço distal do antebraço são as mais comuns na população pediátrica, representando cerca de 75% das fraturas do antebraço e de 20% a 25% de todas as fraturas pediátricas.” Portanto, afirmar que as do carpo são as mais prevalentes é um erro conceitual clássico.
Análise das alternativas corretas:
A) As fraturas do antebraço representam de 40 a 50% das fraturas na infância. Esta é uma estatística tradicional tanto em literatura nacional quanto internacional (UpToDate, Rubin’s Fraturas em Pediatria), especialmente envolvendo rádio e ulna.
C) As fraturas do rádio distal compreendem aproximadamente 1/3 de todas as fraturas pediátricas. Isso está de acordo com as principais referências e protocolos brasileiros e internacionais, pois o mecanismo de queda sobre mão espalmada potencializa esse tipo de trauma.
D) Os três “A” clássicos da síndrome compartimental em crianças são: agitação, ansiedade e aumento de analgésicos. Muitas vezes crianças não verbalizam dor intensa, por isso a observação comportamental é critério importante e validado em guidelines ortopédicos pediátricos.
Estratégia de prova e pegadinhas:
Observe que questões de concursos costumam explorar estatísticas epidemiológicas. Fique atento a afirmações categóricas — como “mais comum” — e relacione sempre à realidade pediátrica (não confundir com adultos). Lembre-se que as lesões de carpo ganham importância em adolescentes, mas continuam sendo menos frequentes que as do antebraço em menores.
Referências essenciais:
• Projeto Diretrizes AMB – Fraturas do Terço Distal do Antebraço na Criança
• UpToDate – Pediatric forearm fractures
• Rockwood and Wilkins’ Fraturas em Crianças, 8ª ed.
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