Os sinais e sintomas variam de acordo com local, grau e rap...
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda a distribuição típica da dor na uropatia obstrutiva, um conceito importante para interpretar sintomas em pacientes com suspeita de obstrução do trato urinário. Esse tema exige compreender a relação anatômica entre o local da obstrução e o padrão de irradiação da dor.
Justificativa da alternativa incorreta (B):
A alternativa B está incorreta porque inverte as distribuições clássicas da dor que resultam de obstruções em diferentes porções do ureter:
- Porção superior do ureter/pelve renal: obstruções aqui causam dor no flanco (lateral do abdome), pois seguem o dermátomo T10-T12.
- Porção inferior do ureter: obstruções provocam dor na fossa ilíaca que pode irradiar para os genitais ipsilaterais (testículo ou grandes lábios), devido ao envolvimento dos nervos ilioinguinal e genitofemoral.
Na alternativa, esses locais e irradiações estão invertidos, o que está em desacordo com as principais referências médicas. Segundo o Manual MSD: “Lesões na porção superior do ureter ou na pelve renal causam dor no flanco, ao passo que a obstrução na porção inferior do ureter causa dor que pode se irradiar para o testículo ou para os grandes lábios ipsilaterais.”
Análise das demais alternativas:
- A: Correta. A dor relacionada à distensão do sistema coletor/bexiga/cápsula renal é comum, especialmente em obstrução aguda.
- C: Correta. A dor renal/ureteral acompanha T11-T12, pode ser intensa, e frequentemente vem acompanhada de náuseas e vômitos, sobretudo na obstrução aguda.
- D: Correta. Aumento súbito do volume urinário, por diurese osmótica ou sobrecarga hídrica, agrava a distensão e dor quando há obstrução.
- E: Correta. Em obstruções parciais ou crônicas, a dor é geralmente discreta ou ausente, pois a adaptação do sistema diminui o estímulo doloroso.
Estratégia de prova: Fique atento(a) a termos como “superior”, “inferior”, “irradiação” e relacione-os com a anatomia do trato urinário. Situações que invertem padrões clássicos, como nesta alternativa B, são pegadinhas recorrentes.
Evidências e referência: Obras como Campbell-Walsh Urology e Manual MSD respaldam o padrão anatômico da distribuição da dor urinária, conforme descrito acima.
Conclusão: A alternativa B é a incorreta porque não segue o padrão clássico de irradiação da dor da uropatia obstrutiva.
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