Diante de dívidas já existentes, qual conduta geral é coere...

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Q3650014 Português
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Planejamento financeiro para começar hoje: orçamento, metas e escolhas conscientes


   Planejar as finanças não é só “fazer conta”; é olhar para hábitos, entender para onde o dinheiro vai e tomar decisões com base em informações reais. O orçamento pessoal ou familiar é a ferramenta central desse processo. Ele registra entradas (salários, bicos, benefícios) e saídas (moradia, alimentação, transporte, dívidas, lazer), permitindo enxergar padrões ao longo dos meses. Ao anotar tudo, inclusive pequenos gastos, você descobre onde ajustar e o que priorizar.

  Um bom começo é classificar despesas em fixas (aluguel, mensalidades) e variáveis (mercado, transporte, lazer), além de distinguir essenciais das adiáveis. Escolha um método simples: planilha, app ou caderno – o importante é registrar com constância. Defina metas: reduzir um percentual de despesas variáveis, juntar um valor para uma compra planejada, formar uma reserva de emergência (para imprevistos, como conserto do carro ou perda temporária de renda). Acompanhe o progresso semanalmente: pequenos ajustes sustentados costumam valer mais do que mudanças radicais e passageiras.

   No crédito, informação evita armadilhas. Antes de parcelar, compare taxas e custos totais, entenda o impacto dos juros e considere alternativas (pagar à vista com desconto, adiar a compra, escolher prazo menor). Se já houver dívida, priorize as de juros mais altos e evite o crédito rotativo do cartão; quando necessário, busque renegociação com condições claras e viáveis para o seu orçamento. O planejamento também inclui segurança: mantenha seus dados protegidos, desconfie de ofertas milagrosas e exija canais oficiais para transações.

  Educação financeira é exercício contínuo e faz parte da cidadania financeira: conhecer direitos, comparar serviços, ler contratos, guardar comprovantes. Existem materiais públicos e gratuitos com orientações, planilhas e cursos introdutórios que ajudam na prática – do passo a passo do orçamento a temas como poupança, crédito e consumo consciente. Com organização, metas realistas e revisão periódica, o orçamento deixa de ser “aperto” e vira mapa de escolhas, permitindo que você direcione recursos para o que realmente importa.

  No fim, o objetivo não é controlar cada centavo para viver sem prazer, mas equilibrar necessidades, proteção contra imprevistos e planos de futuro. Um orçamento honesto com a sua realidade abre espaço para decisões melhores hoje e maior tranquilidade amanhã. Comece simples, ajuste no caminho e celebre as pequenas vitórias: são elas que constroem resultados duradouros.


Fonte: https://www.bcb.gov.br/cidadaniafinanceira/cidadania_como_orcamento - Adaptado.
Diante de dívidas já existentes, qual conduta geral é coerente, considerando as orientações com a do texto?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito Comentado – Interpretação de Texto e Coerência

Tema central: A questão exige interpretação de texto, com foco em coerência e análise das orientações práticas que o texto fornece sobre o tema “gestão de dívidas”. O candidato deve identificar qual conduta está de acordo com a lógica e os conselhos do texto.

Alternativa correta: E“Priorizar dívidas com juros maiores, evitar rotativo e negociar condições viáveis ao orçamento.”

Justificativa:

A alternativa E resume exatamente as orientações do texto:

  • Priorizar dívidas com juros maiores: O texto recomenda “priorize as de juros mais altos”;
  • Evitar rotativo: Da mesma forma, alerta para “evite o crédito rotativo do cartão”;
  • Negociar condições viáveis: O texto sugere “busque renegociação com condições claras e viáveis para o seu orçamento”.

Em termos de coerência textual (KOCH & TRAVAGLIA), esta alternativa respeita a lógica do texto e a progressão das recomendações. Os verbos no infinitivo criam clareza e fluidez (coesão), estruturando bem os conselhos.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) “Manter o crédito rotativo para preservar liquidez...” – Contraria frontalmente o texto, que alerta para evitar o rotativo, conhecido por seus juros altíssimos.
  • B) “Concentrar pagamentos nas dívidas baratas...” – O texto orienta justamente o oposto: priorizar as dívidas caras para evitar aumento do débito total com juros.
  • C) “Ignorar renegociação...” – Errado: o texto valoriza a renegociação COM condições claras, e não a ausência dela.
  • D) “Quitar primeiro compras à vista...” – Sem respaldo no texto; compras à vista sequer geram dívida a ser priorizada.

Estratégia de resolução:

Em questões de interpretação, procure palavras-chave e ancore-as ao texto base, evitando pegadinhas de generalização ou inversão de sentido. Cuidado também com proposições baseadas em senso comum, pois a banca busca coerência específica com o texto.

Esta mesma lógica se aplica a provas que envolvem análise de instruções de documentos oficiais e redação administrativa, tema recorrente em concursos para Agente Administrativo (Manual de Redação da Presidência da República).

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Comentários

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A alternativa correta é a E. ✅

Explicação:

O texto orienta que, diante de dívidas já existentes:

  • Priorize as de juros mais altos (para reduzir o custo total).
  • Evite o crédito rotativo do cartão, que tem taxas elevadas.
  • Busque renegociação quando necessário, com condições claras e viáveis para o orçamento.

As outras opções contrariam essas recomendações: manter rotativo ou alongar dívidas caras sem critério aumenta os juros e o risco financeiro.

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