Assinale a alternativa que está relacionada à esquitossomose...
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Tema central: A questão aborda a esquistossomose mansoni, doença parasitária causada pelo Schistosoma mansoni, endêmica em várias regiões do Brasil. Foca na evolução clínica, impacto epidemiológico e manifestações laboratoriais relacionadas ao controle nas áreas endêmicas.
Justificativa para a alternativa correta (D): A alternativa D está correta ao afirmar que há uma diminuição evidente nos casos graves da forma hepatoesplênica, com hipertensão portal, devido ao maior controle da transmissão do S. mansoni, mesmo em áreas hoje endêmicas. Segundo o documento “Vigilância da Esquistossomose Mansoni: Diretrizes Técnicas - 2024”, “o percentual de positividade para S. mansoni nas áreas endêmicas caiu de 5,20% em 2009 para 3,22% em 2019”, o que reflete, na prática clínica, menor número de pacientes evoluindo para formas graves e complicadas.
Análise das alternativas incorretas:
A) Equívoco: A insuficiência hepática precoce não é característica da forma hepatoesplênica. Usualmente há comprometimento portal (fibrose periportal de Symmers, esplenomegalia, hipertensão portal), porém a função hepatocelular preserva-se por longo tempo, com insuficiência hepática só em fases muito avançadas (Fonte: Schistosomiasis, UpToDate).
B) Incorreta: A forma aguda, ou síndrome de Katayama, não é frequente no Brasil. Nos contextos endêmicos predominam as formas oligo-assintomáticas e crônicas.
C) Errada: Comprometimento pulmonar ocorre principalmente em pacientes com formas graves e hipertensão portal, devido à circulação colateral e embolização de ovos para o pulmão. A alternativa afirma o oposto da realidade clínica e epidemiológica (Schistosomiasis, Harrison’s).
E) Incorreta: AST e ALT geralmente permanecem normais ou apenas discretamente elevadas, mesmo em formas crônicas. Lesões histopatológicas típicas não cursam com necrose hepatocelular importante, diferente de outras etiologias de hepatite (Ministério da Saúde, Diretriz Técnica 2024).
Dicas para provas: Atente-se a termos que generalizam, como “frequente”, ou que inversam situações clínicas bem estabelecidas. Busque sempre correlacionar achados com o que as diretrizes recentes trazem sobre epidemiologia e evolução clínica.
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