Em pacientes vasculopatas com lesões irreversíveis, a amput...
Gabarito comentado
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Tema central: O planejamento cirúrgico da amputação em pacientes vasculopatas com lesões irreversíveis é um processo que vai muito além da retirada do segmento comprometido. O objetivo principal é preservar o máximo possível da função do membro e garantir condições ótimas para a cicatrização, sempre respeitando princípios de segurança e qualidade de vida do paciente.
Justificativa da alternativa correta (B):
Ao planejar a amputação, avaliar a perfusão tecidual do segmento remanescente e as condições dos tecidos moles é essencial. Isto determina o potencial de cicatrização adequada e minimiza complicações como infecções, deiscências ou necroses. Segundo as Diretrizes de Atenção à Pessoa Amputada do Ministério da Saúde, a manutenção da maior extensão funcional possível do membro é fundamental ao planejamento da cirurgia (Seção 2.1). Exames como doppler vascular, ITB e oximetria transcutânea ajudam a definir até onde a perfusão é suficiente para a viabilidade do coto. Além disso, tecidos moles íntegros facilitam a reabilitação e o uso de próteses, conferindo maior independência e qualidade de vida.
Análise das alternativas incorretas:
A) Errado: Ignorar o estado nutricional e comorbidades pode comprometer a recuperação pós-operatória e aumentar riscos de complicações. A avaliação global do paciente é indispensável.
C) Errado: Amputações muito proximais e sem critério resultam em menor funcionalidade e pior prognóstico de reabilitação. O ideal é sempre preservar o máximo de estrutura viável.
D) Errado: A presença de infecção impõe a obrigatoriedade do uso de antibioticoterapia profilática e/ou terapêutica, conforme preconizam protocolos clínicos e de controle de infecção.
Estratégia de prova:
Leia atentamente as alternativas e procure termos absolutos (“ignorar”, “dispensar”, “proceder sem considerar”), que muitas vezes sinalizam respostas incorretas em medicina. Dê preferência às opções que individualizam o cuidado, avaliam múltiplos fatores clínicos e respeitam princípios funcionais e de reabilitação – exatamente como propõe a alternativa correta.
Referência:
Diretrizes de Atenção à Pessoa Amputada, Ministério da Saúde – “A maior extensão funcional possível do membro deve ser preservada…” (Seção 2.1 – Etiologias).
Lembre-se: O sucesso da amputação está em planejar de forma personalizada, priorizando sempre função e viabilidade do coto.
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