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Q2402563 Medicina
As lesões de artéria vertebral extracraniana têm como principal tratamento o clínico. É indicada a revascularização nos casos de estenoses acima de 50% e nos casos de falha do tratamento clínico, seja por cirurgia aberta ou por técnicas endovasculares. De acordo com a temática, são consideradas indicações para revascularização, exceto:
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Tema central: Indicações de revascularização nas lesões de artéria vertebral extracraniana

A abordagem das lesões da artéria vertebral extracraniana visa preservar a circulação cerebral posterior e prevenir eventos isquêmicos. O tratamento clínico é a primeira linha para a maioria dos casos, sendo a revascularização reservada para indicações específicas, de acordo com sintomas e gravidade da estenose.

Justificativa da Alternativa Correta (A):
Estenose acima de 40% na vertebral dominante se a contralateral for hipoplásica.
Segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), apenas estenoses que superam os 50% da luz arterial, associadas a sintomas, ou casos refratários ao tratamento clínico justificam intervenção. Estenoses entre 40-50% não configuram indicação clássica, mesmo na presença de uma artéria contralateral hipoplásica. Portanto, essa alternativa não é uma indicação formal para revascularização.

Análise das demais alternativas:

B) Aneurisma de artéria vertebral com diâmetro maior que 1,5cm: Lesões aneurismáticas acima de 1,5 cm aumentam o risco de complicações como ruptura ou compressão neurológica e são, sim, indicações para abordagem cirúrgica ou endovascular. Fundamentação: Diretrizes SBACV, Seção de Lesões Aneurismáticas.

C) Preservação do fluxo colateral nos casos de oclusão carotídea: Quando a carótida está ocluída, garantir o fluxo através da vertebral pode evitar eventos isquêmicos, tornando a revascularização apropriada nesses casos. Referência: UpToDate, "Management of extracranial vertebral artery disease".

D) Embolizações sintomáticas provavelmente provenientes de lesão na artéria vertebral: Sintomas neurológicos decorrentes de eventos embólicos justificam intervenção direta na fonte do êmbolo, visando a prevenção secundária. Diretriz SBACV reafirma tal conduta.

Estratégia para provas: Fique atento a limiares percentuais (como estenose >50%), situações clínicas de risco e sintomas que fundamentam abordagem invasiva.

Resumo: A alternativa A é a EXCEÇÃO, pois não representa indicação formal de revascularização, de acordo com protocolos atuais.

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Para explicar a questão, é importante compreender o contexto das lesões de artéria vertebral extracraniana e os princípios de tratamento. Geralmente, o tratamento inicial para essas lesões é conservador, consistindo em medidas clínicas como o uso de antiagregantes plaquetários. A intervenção cirúrgica ou endovascular é reservada para casos específicos em que o risco de eventos isquêmicos é substancialmente elevado ou quando o tratamento clínico falha. As alternativas B, C e D listam condições que são aceitas como indicações de revascularização. A alternativa B menciona o aneurisma de artéria vertebral com diâmetro maior que 1,5cm, o que representa risco de ruptura e complicações graves. A alternativa C cita a preservação do fluxo colateral em casos de oclusão carotídea, onde a revascularização pode ser necessária para manter uma circulação cerebral adequada. A alternativa D aborda embolizações sintomáticas provenientes de lesão na artéria vertebral, o que pode ser corrigido pela revascularização para prevenir eventos isquêmicos futuros. Já a alternativa A apresenta uma condição - estenose acima de 40% na vertebral dominante quando a contralateral é hipoplásica - que, por si só, não é uma indicação direta para revascularização segundo os critérios convencionais. Embora a presença de uma artéria vertebral hipoplásica possa aumentar o risco associado à estenose da outra artéria vertebral, o limiar de estenose geralmente utilizado para considerar a revascularização é de 50% ou mais. Portanto, a estenose acima de 40% na vertebral dominante, mesmo com a contralateral hipoplásica, não é uma indicação típica para revascularização, tornando a alternativa A a correta, pois a questão pede a indicação "exceto".

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