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Gabarito comentado
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Comentário da questão – Interpretação de Texto – Formação da Língua Portuguesa
Tema central: Esta questão avalia interpretação de texto, especificamente a habilidade de identificar relações lógicas e motivações presentes num texto dissertativo sobre a origem da Língua Portuguesa, destacando o conceito de protolíngua.
Justificativa da alternativa correta (D):
O texto afirma, no último parágrafo, que o conceito de “galego-português” foi criado por gramáticos portugueses com o objetivo de resolver um problema histórico: como justificar que o galego, já igual ao português, existia antes de Portugal ser formado. Criou-se, portanto, um “galego-português” – uma espécie de protolíngua da qual supostamente se originaram galego e português. O autor do texto critica esse artifício, dizendo que ele é anacrônico, pois já no início da escrita a língua era “consolidada, coerente, funcionando em pleno”.
Assim, a alternativa correta é D) na conveniência do embasamento em uma protolíngua, pois o conceito foi utilizado como um recurso conveniente para fundamentar historicamente a existência de uma língua-mãe — a protolíngua — de ambos os idiomas.
Análise das alternativas incorretas:
A) Gramática consensual: O texto não indica que a motivação era produzir uma gramática comum, mas sim explicar a gênese do idioma. Esta alternativa amplia indevidamente o propósito do conceito.
B) Assimilação da Galiza: A discussão é linguística e histórica, não política. O texto não sugere tentativa de anexação cultural ou política da Galiza.
C) Estudos etimológicos: Embora o texto cite a etimologia, ela aparece como instrumento metodológico para estudar o idioma, e não como motivação para criar o conceito de galego-português.
Estratégia de resolução: Identifique o argumento explícito do autor e desconfie de alternativas que deturpem o foco do trecho (neste caso, a tentativa de justificar historicamente a origem da língua por meio de um conceito conveniente).
Dica: Ao interpretar textos argumentativos, observe sempre a intenção do autor e os termos destacados que ligam fatos históricos a conceitos linguísticos. Obras como Bechara e Cunha & Cintra são referência para estudo desse tipo de tema.
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Comentários
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Gabarito: D
Alternativa A: nas demandas para poder dispor de uma gramática consensual.
Comentário: Esta alternativa está incorreta. A motivação para a criação do conceito "galego-português" não foi atender à necessidade de uma gramática consensual. O conceito foi desenvolvido para explicar a coexistência histórica de um idioma que precedeu a formação de Portugal e Galiza. A questão da gramática consensual não é mencionada como motivação no texto.
Alternativa B: no projeto de assimilação da Galiza por parte de Portugal.
Comentário: Esta alternativa também está incorreta. Não há qualquer indicação no texto de que o conceito de "galego-português" tenha sido motivado por um projeto político de assimilação da Galiza por Portugal. O texto foca na construção de uma narrativa linguística que tenta acomodar a gênese do idioma, e não em projetos de natureza política ou territorial.
Alternativa C: nos estudos focados no desenvolvimento da etimologia.
Comentário: Embora a etimologia seja um ponto importante no livro de Fernando Venâncio, a criação do conceito de “galego-português” não está diretamente ligada a estudos etimológicos. A etimologia no contexto da resenha é utilizada para fornecer evidências da origem comum da língua portuguesa e galega, mas não é a principal motivação para o surgimento do conceito “galego-português”.
Alternativa D: na conveniência do embasamento em uma protolíngua.
Comentário: Esta é a alternativa correta. A resenha menciona que o conceito “galego-português” foi criado para resolver um “desencaixe histórico”, tentando acomodar a ideia de que tanto o galego quanto o português poderiam ter surgido de uma mesma protolíngua. Essa criação conceitual foi uma forma de lidar com a inconveniência de reconhecer que o galego, já consolidado e funcional, existia antes de Portugal. A construção do conceito de “galego-português” foi um "truque" que visava justificar historicamente a existência das duas línguas a partir de uma língua arcaica comum.
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