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Q3293420 Medicina
Em pacientes portadores de aneurisma de aorta abdominal, a vigilância por exames de imagem seriados é recomendada quando o diâmetro do aneurisma está abaixo de um determinado limiar. Indique a conduta mais frequente adotada na prática. 
Alternativas

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Tema central: O acompanhamento de pacientes com aneurisma de aorta abdominal (AAA) de pequeno a médio calibre aborda decisões cruciais sobre quando intervir cirurgicamente e quando optar pela vigilância. O principal objetivo é equilibrar o risco de ruptura com o risco do procedimento cirúrgico.

Justificativa para a alternativa correta (B): Segundo as Diretrizes Brasileiras para o Tratamento de Aneurisma da Aorta Abdominal, “O risco de rotura é baixo em aneurismas assintomáticos de diâmetro inferior a 5 cm nas mulheres e 5,5 cm nos homens. As complicações perioperatórias superam os potenciais benefícios. O acompanhamento clínico regular, com controle por imagem, é a abordagem recomendada.” Estudos como o UK Small Aneurysm Trial também corroboram que o monitoramento por ultrassonografia é seguro para aneurismas menores de 5,5 cm. O controle de fatores de risco (cessar tabagismo, manejo de HAS, dislipidemias) reduz a progressão e a chance de complicações.

Para aneurismas entre 3,0 e 4,0 cm, recomenda-se controle ultrassonográfico a cada 2-3 anos; entre 4,0 e 5,5 cm, acompanhamento semestral ou anual, conforme taxa de crescimento.

Análise das alternativas incorretas:

A) Revisão a cada 10 anos é demasiadamente prolongada. O crescimento do AAA pode acelerar, e atrasos elevam risco de ruptura. Diretrizes recomendam controles frequentes, proporcional ao diâmetro e evolução.

C) Intervenção cirúrgica para aneurisma acima de 2 cm é inadequada. O limiar para intervenção são 5,5 cm nos homens e 5 cm nas mulheres, ou crescimento acelerado (>0,5 cm em 6 meses) ou sintomas. Intervenção precoce expõe paciente a riscos cirúrgicos desnecessários.

D) Tomografia não é a modalidade de escolha para vigilância rotineira (ultrassonografia é preferida, por ser acurada, menos invasiva e sem radiação). Annual TC apenas em casos específicos.

Pegadinhas e estratégias: Atenção para valores de corte (5,5 cm), modalidade de imagem (USG versus TC), e frequência realística dos acompanhamentos. Questões frequentemente testam memorização de tais parâmetros!

Resumo final: Em aneurismas de aorta abdominal assintomáticos menores de 5,5 cm, a conduta baseada em evidências é vigilância periódica por ultrassonografia, com manejo rigoroso dos fatores de risco.

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