Em 2016, o Congresso promulgou a Emenda Constitucional nº 95...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q3577352 Direito Constitucional
Em 2016, o Congresso promulgou a Emenda Constitucional nº 95, conhecida também como “Emenda do teto de gastos”. O teto de gastos foi articulado nos primeiros meses do governo de Michel Temer (2016 a 2018), quando o Brasil passava por uma recessão, marcada, entre outros fatores, pela crise fiscal.

Quando foi criado, esse dispositivo objetivava
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Tema central: A questão aborda a Emenda Constitucional nº 95/2016, conhecida como “Emenda do teto de gastos”, inserida no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), art. 106 e seguintes.

Base Legal: A legislação relevante é a EC 95/2016, que prevê:

“Fica instituído o Novo Regime Fiscal... que vigorará por vinte exercícios financeiros...” (art. 106).
“Ficam estabelecidos, para cada exercício, limites individualizados para as despesas primárias...” (art. 107).

Explicação do Tema:

A Emenda do teto de gastos foi resposta à crise fiscal, instituindo um limite para o crescimento das despesas primárias da União, corrigidas apenas pela inflação do ano anterior, com o objetivo de controlar o crescimento dos gastos públicos e evitar o aumento exponencial da dívida.

Exemplo Prático:

Se em 2022 a despesa primária da União foi de R$ 100 bilhões, em 2023 ela só poderá crescer conforme o IPCA do ano anterior, mesmo que a arrecadação aumente.

Justificativa da Alternativa Correta - C:

Correta, pois restringir despesas do Estado para equilibrar as contas e impedir expansão excessiva da dívida é justamente o objetivo da EC 95/2016. O foco recai na contenção do gasto público sem obrigatoriedade de corte imediato em áreas específicas, mas limitando o crescimento global do orçamento.

Análise das Incorretas:

A) Errada: A EC 95/2016 não aumentou tributação, apenas limitou os gastos.
B) Errada: Não determinou corte direto em saúde/educação, nem substituição por investimentos privados.
D) Errada: O objetivo era contenção de gastos, não expansão de investimentos nem congelamento específico de salários.
E) Errada: Não se trata de suspender pagamento da dívida, mas sim de controlar o crescimento da despesa primária da União.

Pegadinha: Atenção a palavras como “aumentar tributos” ou “cortes diretos” – a EC 95 limita crescimento, não impõe cortes diretos ou tributos.

Jurisprudência e Doutrina: O STF já analisou sua constitucionalidade (ADI 5.658/DF). A doutrinadora Cynara Mariano ressalta que o teto restringe investimentos públicos, evidenciando a política de contenção fiscal.

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo

Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

A Emenda Constitucional nº 95/2016 instituiu o chamado “Novo Regime Fiscal”, mais conhecido como teto de gastos públicos. Ela surgiu no contexto da recessão econômica que se agravou em 2015–2016, marcada por:

  • queda do PIB,
  • desemprego elevado,
  • desequilíbrio nas contas públicas (aumento do déficit primário e crescimento da dívida pública).

Principais pontos da EC 95/2016:

  • Congelamento das despesas primárias da União (saúde, educação, segurança, previdência, etc.) em termos reais, tomando como base o orçamento de 2016.
  • O limite de gastos só poderia ser corrigido pela inflação do ano anterior (IPCA), por um período de 20 anos.
  • Possibilidade de revisão da regra após 10 anos.
  • Objetivo declarado: controlar o crescimento das despesas públicas, gerar confiança nos mercados e criar condições para a retomada do crescimento econômico.

Críticas mais comuns:

  • Engessamento do orçamento da União.
  • Risco de comprometer o financiamento de políticas sociais, especialmente saúde e educação.
  • Caráter contracíclico invertido: enquanto em crises se esperaria maior gasto público, o teto limita justamente essa resposta.

Defesas:

  • Necessidade de conter o déficit fiscal e dar previsibilidade às contas públicas.
  • Considerado medida de austeridade indispensável para recuperar a confiança de investidores.
  • Ideia de que controle das despesas abriria espaço para queda dos juros e estímulo ao crescimento.

Esse regime vigorou até 2023, quando foi substituído pelo Novo Arcabouço Fiscal (Lei Complementar 200/2023, no governo Lula), que flexibilizou as regras do teto.

básica

GAB. C

restringir as despesas do Estado, para reequilibrar as contas públicas e impedir o crescimento exagerado da dívida pública.

A EC 95/2016 criou o chamado teto de gastos.

O que ela fez? Determinou que, por 20 anos, as despesas primárias da União (educação, saúde, segurança, etc.) só poderiam crescer conforme a inflação do ano anterior (IPCA).

A ideia era conter o aumento das despesas públicas para tentar controlar o déficit e frear o crescimento da dívida pública.

embora fácil é uma questão inútil, não mede conhecimento nenhum

Clique para visualizar este comentário

Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo