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Q3654596 História
[...] devemos lembrar que nossa palavra “imperador” deriva do latim imperator, ou “general” – alardeavam o sucesso de seus exércitos e sofriam séria queda de prestígio quando as guerras não iam bem. Até o final da Antiguidade, os homens que comandavam os exércitos de Roma seguiam uma carreira, o cursus honorum, que lhes oferecia postos na vida civil e militar. Os governadores das províncias deveriam administrar e fazer justiça ou mover guerra, dependendo da situação.
GOLDSWORTHY, Adrian. Em nome de Roma. tradução de Claudio Blanc. São Paulo: Planeta do Brasil, 2016, p. 29-30.
A citação apresenta o lugar e a importância do comando de tropas na Civilização Romana. Sobre esse tema, assinale a alternativa correta.
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Tema central: A questão explora a inter-relação entre funções militares e políticas no sistema romano, destacando o cursus honorum e o papel dos governadores de províncias e generais.

1. Explicação didática

Na Roma Antiga, principalmente durante a República, o cursus honorum era uma sequência de cargos públicos que combinava funções civis e militares. Todo cidadão romano que aspirasse à vida política precisava servir como oficial militar antes de ascender aos postos de maior responsabilidade, como pretor ou cônsul. Assim, a experiência militar era um pré-requisito para a carreira política.

Exemplo: Muitos cônsules também comandavam legiões em campanhas militares, unindo, na prática, liderança política e liderança militar.

2. Justificativa da alternativa correta (A)

Alternativa A: "Os generais romanos desempenhavam tanto papéis militares quanto políticos na sociedade romana."

Esta alternativa está correta pois descreve precisamente o sistema romano: o exercício conjunto das funções políticas e militares era esperado e valorizado. Conforme destacado por estudiosos como Mary Beard (SPQR: A History of Ancient Rome), a estrutura republicana exigia essa dupla experiência, visto que os líderes supremos assumiam, durante seu mandato, tanto tarefas administrativas como o comando das tropas.

3. Análise das alternativas incorretas

B) Incorreta. Afirma que generais não eram soldados e que comando militar não era vinculado à trajetória de soldado. Erro: Justamente o contrário, já que o sistema romano exigia formação militar prévia para alcançar o comando.

C) Incorreta. Diz que o comando era restrito à classe dos clientes. Erro: A função militar era um privilégio das classes altas (senadores e equestres), não dos clientes.

D) Incorreta. Supõe proibição ao exercício militar por governadores provinciais. Erro: Governadores, como procônsules, tinham autoridade para comandar tropas e atuar militarmente conforme necessidade.

4. Estratégias para concursos:

  • Desconfie de termos absolutos (“sempre”, “nunca”, “proibido”) — Roma permitia flexibilidade entre esferas política e militar.
  • Palavras como “restrita” e “nada tem a ver” são indícios de generalizações que merecem cuidado.

Resumo: No mundo romano, liderança militar e política andavam lado a lado. O cursus honorum era estruturado para formar líderes completos, e as alternativas incorretas ignoram esse pilar da sociedade romana.

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