No geral, a economia colonial predatória, com seu baixo gra...

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Q3654595 História
No geral, a economia colonial predatória, com seu baixo grau de reinvestimento, apresenta uma forma de crescimento puramente extensivo, que tende para a itinerância, e isso é que lastreia a contínua dispersão das populações a que nos referimos. Por outro lado, da sua dimensão política (fortalecimento dos Estados), decorre um permanente esforço metropolitano no sentido de expandir o território da dominação colonial, para além das possibilidades de exploração econômica; é que os Estados modernos em gestação na Europa estão se formando uns contra os outros, de aí essa furiosa competição para garantir espaços na exploração colonial.
NOVAIS, Fernando A.; SOUZA, Laura Mello de. História da vida privada no Brasil - Vol. 1: Cotidiano e vida privada na América portuguesa. 1997, p. 17
No excerto apresentado, sobre a colonização portuguesa na América e a formação e expansão territorial da colônia, temos a explicação para
Alternativas

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Alternativa correta: C

1. Tema central

Trata-se da dinâmica da colonização portuguesa na América: como a economia extrativa e de baixo reinvestimento e a competição política metropolitana produziram um padrão de expansão territorial marcado pela itinerância e pela dispersão das populações.

2. Resumo teórico

Em economias coloniais predatórias, o capital não é reinvestido para consolidar núcleos urbanos ou fortalecer uma agricultura estática. Em vez disso há expansão extensiva: busca contínua de novas áreas produtivas (fronteiras), deslocamento de povoados e ocupação fragmentada do território. Essa lógica explica fenômenos como sertanização, entradas e bandeiras no Brasil colonial (ver Novais & Souza, História da vida privada no Brasil, vol.1, 1997).

3. Justificativa da alternativa C

O texto fala explicitamente em “crescimento puramente extensivo” que “tende para a itinerância” e “contínua dispersão das populações”. Logo, a explicação oferecida encaixa-se diretamente em C — dispersão e rarefação das populações coloniais.

4. Por que as outras alternativas estão erradas

A: a colonização não produziu apenas grandes concentrações populacionais na costa. Embora haja centros litorâneos importantes, o excerto enfatiza a expansão extensiva para o interior e a dispersão, não a concentração.

B: a transferência da capital para o Rio de Janeiro (1763) foi um evento administrativo ligado ao ouro e à eficiência do governo, não a consequência direta da lógica de itinerância e baixo reinvestimento descrita no texto.

D: a formação do plantation com latifúndios permanentes e fronteiras definidas contrapõe-se ao que o trecho descreve. O texto fala em fronteiras móveis e itinerância, não em estruturas estáveis e estáticas.

5. Estratégias para resolver questões assim

- Busque as palavras-chave do enunciado (ex.: itinerância, dispersão, baixo reinvestimento).

- Elimine alternativas que tratam de eventos pontuais (datas, transferências administrativas) quando o enunciado explica um processo estrutural.

- Compare cada alternativa com a lógica interna do excerto: se afirma estabilidade, mas o texto aponta mobilidade, descarte-a.

Fonte principal citada: Novais, Fernando A.; Souza, Laura Mello de. História da vida privada no Brasil — Vol.1. 1997.

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