Segundo o historiador José Octávio de A. Mello, foram respo...

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Ano: 2013 Banca: FCC Órgão: AL-PB Prova: FCC - 2013 - AL-PB - Assistente Legislativo |
Q322797 História e Geografia de Estados e Municípios
Segundo o historiador José Octávio de A. Mello, foram responsáveis pela ocupação do litoral e brejos e do interior da Paraíba, nos séculos XVI e XVII, respectivamente,
Alternativas

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Alternativa correta: Co latifúndio, unidade produtora de cana-de-açúcar, e o binômio pecuária/algodão no sertão.

1. Tema central da questão:

Esta questão aborda os modelos econômicos e formas de ocupação territorial que marcaram as diferentes regiões da Paraíba nos séculos XVI e XVII, especialmente o litoral, brejos e interior. O candidato precisa conhecer como se deu o povoamento e a exploração econômica do estado nesse período, tema frequente nos concursos municipais e estaduais.

2. Fundamentos teóricos:

No Brasil colonial, o litoral era dominado pelos latifúndios de cana-de-açúcar, organizados em grandes propriedades chamadas engenhos, que utilizavam mão de obra escrava e exportavam açúcar. Já o interior/sertão da Paraíba foi ocupado, principalmente, pelo avanço da pecuária (criação de gado) e pela produção de algodão, formando o chamado binômio pecuária/algodão. Esta divisão é destacada, entre outros, pelo historiador José Octávio de Arruda Mello.

3. Justificativa da alternativa correta:

A alternativa C é a única que associa corretamente a economia do litoral e brejos (com grandes propriedades e cana-de-açúcar) e o interior (sertão, com pecuária e algodão). Isso corresponde ao modelo de expansão da ocupação do território paraibano na época colonial, como aponta a bibliografia clássica sobre o tema (Arruda Mello; Capistrano de Abreu).

4. Análise das alternativas incorretas:

  • A: Confunde a principal produção do litoral (cana-de-açúcar) com algodão e mistura de forma incorreta os produtos do interior.
  • B: Aponta a produção agrícola voltada para o comércio interno, o que não é característico do período colonial no litoral.
  • D: Erra ao indicar minifúndios no litoral, enquanto o domínio era dos latifúndios.
  • E: Mistura economia de subsistência (não predominante) e agroindústria no sertão, o que não corresponde à realidade histórica.

5. Estratégias de interpretação:

Procure identificar palavras-chave como latifúndio, engenho, cana-de-açúcar, pecuária e algodão ligadas a períodos e regiões específicos. Desconfie de alternativas que troquem os produtos ou modelos de produção entre litoral e sertão, pois essa é uma pegadinha comum.

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Gabarito letra C

A monocultura de CANA-DE-AÇUCAR foi responsável pela ocupação do litoral e no sertão de inicio foi a pecuária e a facilidade de obter as sesmaria (partes de terras dadas pelos donos das capitanias para a criação extensiva de gado) e depois algodão!

O certo seria ''Emprestadas'' Pois eles pagavam taxas aos capitães-mor que repassavam ao Estado lusitano.

Os grandes latifúndios, isto é, as unidades produtoras de cana-de-açúcar, que geralmente se instalaram do litoral rumo ao interior, obrigaram a instalação no sertão das práticas de pecuária e do plantio do algodão, pois os engenhos eram muito lucrativos e a pecuária e o algodão ficam num segundo plano, de tal modo que as melhores terras e as melhores práticas foram destinadas para os senhores do açúcar. Por isso, a alternativa C está certa.

A alternativa A é incorreta, a sesmaria foi um instituto jurídico português que normatizava a distribuição de terras destinadas à produção agrícola. O Estado, recém-formado e sem capacidade para organizar a produção de alimentos, decide legar a particulares essa função.

A alternativa B também é incorreta, uma vez que a produção agrícola era voltada para o comércio externo, tendo em vista o modelo mercantilista firmado com o pacto colonial pela Coroa portuguesa.

A alternativa D também é incorreta, de tal modo que a colonização portuguesa foi difundida por grandes latifúndios e não por minifúndios, devido a extensão da nova terra e, em grande parte, do desconhecimento das reais dimensões por parte dos portugueses, além da mentalidade exploratória, que expulsou os índios de suas terras, usufruindo tudo.

A alternativa E também é incorreta, pois a economia não era de subsistência, mas sim para a exportação, baseada no modelo mercantilista instaurado pela Coroa portuguesa, com base na mão-de-obra escrava.

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