O biomarcador Cistatina C é frequentemente utilizado na ava...
Gabarito comentado
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Quando falamos sobre a avaliação da função renal, um dos biomarcadores que ganha destaque ao lado da creatinina é a Cistatina C. Esta proteína tem se mostrado bastante útil, especialmente em situações onde a avaliação tradicional por creatinina pode ser enganosa.
A Alternativa B é correta: Cistatina C é preferível à creatinina para avaliar a função renal em pacientes com função muscular alterada ou desnutrição, pois é menos influenciado pela massa muscular e outros fatores. Cistatina C é produzida em todas as células nucleadas e sua produção é relativamente constante, sendo filtrada livremente pelos glomérulos. Ela não é afetada pela massa muscular, dieta ou sexo, o que pode tornar suas medidas mais precisas em certos grupos de pacientes, como idosos, pacientes com doenças neuromusculares ou desnutrição, onde a creatinina sérica pode não ser um bom indicador de função renal. Isso faz da Cistatina C um indicador valioso na prática clínica para estimar a taxa de filtração glomerular (TFG) em casos onde a creatinina pode falhar.
Agora, vamos analisar as alternativas incorretas:
Alternativa A: A afirmação de que a Cistatina C é um biomarcador específico para o diagnóstico de nefrolitíase é incorreta. Nefrolitíase, ou cálculos renais, não é diagnosticada através de Cistatina C. Este biomarcador é usado para avaliar a função renal, não para identificar condições como a formação de cálculos.
Alternativa C: A ideia de que a Cistatina C é utilizada principalmente para avaliar a presença de hipertensão arterial é incorreta. Embora a hipertensão possa ser uma consequência da doença renal crônica, a Cistatina C é primariamente um marcador de função renal e não está relacionada diretamente à avaliação de hipertensão.
Alternativa D: A sugestão de que a dosagem de Cistatina C é indicada apenas após a confirmação do diagnóstico de doença renal crônica está equivocada. A Cistatina C pode ser usada tanto para o diagnóstico inicial como para o monitoramento da função renal, e não apenas após confirmação da doença.
Alternativa E: A afirmação de que a Cistatina C tem importância limitada no diagnóstico de doença renal também é incorreta. De fato, a Cistatina C tem papel crucial em certas situações clínicas, como já mencionado, quando a creatinina não reflete bem a função renal.
Espero que esta explicação tenha ajudado a compreender melhor o papel da Cistatina C na prática clínica nefrológica. É importante lembrar que cada biomarcador tem seu lugar e papel na avaliação clínica, e a escolha correta pode melhorar significativamente o manejo do paciente.
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