Homem de 55 anos é avaliado por uma história de 4 meses de ...
A causa mais provável da hipercalemia desse paciente é:
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Tema central: Nesta questão, o ponto-chave é a avaliação da hipercalemia associada a acidose metabólica em um paciente diabético e hipertenso com taxa de filtração glomerular levemente reduzida. Saber correlacionar os achados laboratoriais e clínicos com os principais distúrbios tubulares renais é fundamental para a prática clínica generalista.
Justificativa da alternativa correta (A): A acidose tubular renal tipo 4 (ATR tipo 4), também denominada hipoaldosteronismo hiporreninêmico, é caracterizada por hipercalemia persistente, acidose metabólica hiperclorêmica (bicarbonato baixo, ânion gap normal) e comorbidades como DM2 e HAS. De acordo com o Manual MSD:
“O tipo 4 resulta da deficiência de aldosterona ou ausência de resposta do túbulo distal à aldosterona. […] ocorre redução da excreção de potássio, causando hiperpotassemia e diminuição da excreção de ácido pelos rins.”
O paciente possui potássio elevado (5,6 mEq/L), bicarbonato reduzido (18 mEq/L), sinais de acidose metabólica (pH urinário preservado), além do contexto clínico de risco.
Análise das alternativas incorretas:
B) Acidose tubular renal tipo 1: Causa acidose metabólica, porém com hipocalemia e pH urinário tipicamente acima de 5,5, ao contrário do encontrado no caso.
C) Dieta inadequada: Dietas ricas em potássio raramente causam hipercalemia isolada sem insuficiência renal avançada ou outras causas de distúrbio tubular.
D) Doença renal crônica: Apesar da TFG reduzida (56 mL/min/1,73m², estágios iniciais), os distúrbios de potássio tendem a surgir quando a TFG cai abaixo de 20-25 mL/min. Aqui, outros distúrbios devem ser considerados pelo contexto clínico e laboratorial.
E) Uso de atenolol: Betabloqueadores podem, raramente, reduzir a entrada de potássio nas células, porém não causam acidose metabólica com hipercalemia persistente nos níveis sugeridos.
Como abordar esse tipo de questão em prova: Correlacione distúrbios eletrolíticos com achados urinários e doenças de base. Atenção a pegadinhas como atribuir hipercalemia diretamente a DRC ou a medicamentos sem avaliar todo o quadro laboratorial e clínico. Observe o bicarbonato, ânion gap, pH urinário e os fatores de risco do paciente, pois indicam o mecanismo fisiopatológico principal.
Referência: Manual MSD para Profissionais de Saúde — seção ATR tipo 4.
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