Um paciente com doença renal crônica em estágio terminal é ...
Gabarito comentado
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Tema central: papel do nefrologista na avaliação pré-transplante renal. O foco é identificar se o candidato é adequado clinicamente para receber o enxerto, reduzindo riscos cirúrgicos e de complicações infecciosas/cardiovasculares.
Alternativa correta: C – Avaliar a adequação clínica do paciente para o procedimento.
Durante a avaliação pré-transplante, o nefrologista lidera a estratificação de risco e busca contraindicações absolutas/relativas. Isso inclui: história clínica e exame físico, estratificação cardiovascular (ECG; ecocardiograma; teste isquêmico conforme risco), rastreamento de infecções (HBV, HCV, HIV, sífilis, TB latente), oncologia (rastreamento conforme idade/sexo e intervalos de cura), avaliação odontológica, ginecológica e urológica, atualização de vacinas, além de otimizar condições da DRC (anemia, distúrbio mineral ósseo, nutrição, diálise adequada) e adesão/psicossocial. Essas responsabilidades estão descritas nas diretrizes KDIGO para avaliação de candidatos ao transplante e em protocolos do SNT/Ministério da Saúde e revisões do UpToDate e Harrison’s.
Referências essenciais: KDIGO Clinical Practice Guideline on the Evaluation and Management of Candidates for Kidney Transplantation; Ministério da Saúde/SNT – Diretrizes para Transplante Renal; UpToDate – Evaluation of the adult kidney transplant candidate; Harrison’s Principles of Internal Medicine.
Por que as demais estão incorretas?
A – Realizar a captação do órgão doador: é função da equipe cirúrgica de transplante e da Organização de Procura de Órgãos. Não é atribuição do nefrologista e não ocorre na etapa de avaliação do receptor.
B – Determinar a compatibilidade imunológica: exames como HLA typing, PRA e crossmatch são executados pelo laboratório de imunogenética. O nefrologista solicita e interpreta no contexto clínico, mas a principal responsabilidade técnica é do laboratório/transplante imunológico.
D – Estabelecer o regime imunossupressor pós-transplante: embora o nefrologista participe do plano, a definição e ajuste do esquema (tacrolimo, micofenolato, corticosteroide ± indução) é feita no peri e pós-operatório, de maneira protocolizada e multiprofissional. Não é a principal tarefa na fase pré-avaliativa.
E – Acompanhar a recuperação do enxerto no pós-operatório: isso é atribuição do período pós-transplante (cirurgião e nefrologista de transplante). A pergunta delimita a fase pré-transplante, tornando essa opção incompatível.
Estratégia de prova: destaque termos como “principal responsabilidade” e “durante a avaliação pré-transplante”. Se a ação descreve captação, imunossupressão ou acompanhamento do enxerto, pense em peri/pós-operatório. Se descreve triagem clínica ampla e redução de risco, é pré-transplante e do nefrologista.
Gabarito: C
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