Em relação à avaliação de doença óssea associada à insufici...
Gabarito comentado
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Tema central: avaliação da doença óssea associada à DRC (CKD-MBD/osteodistrofia renal). Envolve integração de história e exame clínico, exames laboratoriais (cálcio, fósforo, PTH, fosfatase alcalina, 25(OH)D) e imagem quando indicado. Referências: KDIGO CKD-MBD 2017 (update), UpToDate, Harrison’s.
Alternativa correta: C – É adequada porque a avaliação clínica deve, de fato, procurar sinais/sintomas de osteodistrofia renal (p. ex., dor óssea, fraqueza muscular, deformidades, fraturas, alterações de marcha) e revisar fósforo e cálcio. Na prática, acrescenta-se PTH, fosfatase alcalina (preferir específica óssea) e 25(OH)D, que orientam o turnover ósseo e o risco de complicações (KDIGO 2017).
Por que é a melhor escolha? Porque reflete o passo inicial recomendado pelas diretrizes: abordagem clínica + painéis laboratoriais seriados. A imagem é complementar e não substitui essa base.
Análise das incorretas
A – “Densitometria não é necessária, pois a doença não afeta a DMO.” Falso. A CKD-MBD pode reduzir a densidade mineral óssea e aumentar o risco de fraturas. A DXA é útil para estratificar risco de fratura e pode influenciar conduta, embora não diferencie tipos de turnover ósseo (KDIGO; UpToDate). Não é “desnecessária”, apenas tem limitações.
B – “Radiografia simples é o exame mais eficaz para diagnóstico precoce e substitui outros.” Incorreto. Rx é pouco sensível nas fases iniciais; detecta achados tardios (osteíte fibrosa, fraturas), e não substitui laboratório nem outras modalidades. Em casos selecionados, biópsia óssea é o padrão-ouro para definir turnover (KDIGO).
D – “Monitorização da vitamina D não é relevante; DRC não afeta sua síntese.” Errado. A DRC reduz a 1α-hidroxilação renal, comprometendo a produção de calcitriol. Deve-se dosar e corrigir 25(OH)D e considerar calcitriol/análogos em hiperparatireoidismo secundário selecionado (KDIGO; Harrison’s).
E – “História clínica não deve incluir sintomas esqueléticos; doença é assintomática.” Inadequado. Muitos pacientes podem ser oligo/assintomáticos no início, mas questionar sintomas (dor óssea, fraturas, deformidades, cãibras, fraqueza) é essencial para rastrear e monitorar CKD-MBD (UpToDate).
Dicas de prova: identifique palavras-chave como osteodistrofia renal, PTH, Ca/P, vitamina D, fosfatase alcalina. Desconfie de alternativas que: (1) desvalorizem laboratório; (2) proponham Rx como “diagnóstico precoce” único; (3) ignorem a vitamina D na DRC.
Resumo prático: Comece por clínica + Ca/P/PTH/FA/25(OH)D; use DXA para risco de fratura; Rx para fraturas/alterações tardias; considere biópsia óssea em casos duvidosos. Isso está alinhado à KDIGO 2017 e textos padrão.
Gabarito: C
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