O calor deve persistir até o fim da semana, com possibilid...

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Onda de calor: por que oito Estados do Brasil enfrentam alerta laranja por temperaturas extremas?


Uma combinação de fatores atmosféricos típicos do verão, intensificada neste fim de dezembro, explica por que uma ampla área do Centro-Sul do Brasil enfrenta um período prolongado de calor extremo. Desde o início da semana, regiões do Sudeste, além de partes do Sul e do Centro-Oeste, registram temperaturas muito acima da média, com persistência, quebra de recordes e aumento dos riscos à saúde.

O fenômeno é classificado como onda de calor, caracterizada pela manutenção de temperaturas significativamente superiores ao padrão por vários dias consecutivos. No episódio atual, o Instituto Nacional de Meteorologia emitiu um aviso de alerta laranja, indicando que os termômetros devem permanecer cerca de cinco graus acima da média climatológica em oito Estados.

O aspecto mais preocupante não é apenas o calor intenso em dias isolados, comum no verão, mas a sua continuidade. As temperaturas elevadas se mantêm inclusive durante a noite e a madrugada, dificultando a recuperação do organismo e ampliando o desconforto térmico. Capitais como São Paulo e Rio de Janeiro registraram marcas extremas, mas o calor intenso também se espalha pelo interior, atingindo áreas agrícolas e cidades de médio porte.

A principal explicação para essa onda de calor é a atuação de uma massa de ar quente e seco reforçada pela Alta Subtropical do Atlântico Sul, que funciona como um bloqueio atmosférico. Esse sistema impede o avanço de frentes frias e reduz a formação de chuvas organizadas, mantendo o ar quente sobre a região por vários dias. Com menos nuvens, há maior aquecimento durante o dia e menor perda de calor à noite.

O fato de o episódio ocorrer no início do verão potencializa seus efeitos, já que dezembro é historicamente quente em grande parte do país. Assim, condições naturalmente favoráveis ao calor são intensificadas, elevando ainda mais as temperaturas.

As áreas mais afetadas concentram-se no Sudeste, mas a influência da onda de calor avança sobre o Sul e o Centro-Oeste. Regiões afastadas do litoral sofrem mais, enquanto áreas costeiras contam com algum alívio da brisa marítima. No Norte e no Nordeste, o calor intenso não está diretamente ligado a esse sistema, embora haja risco de temporais em algumas áreas.

As autoridades alertam para riscos à saúde, como desidratação, exaustão térmica e agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias. A recomendação é reforçar a hidratação, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes e procurar ambientes ventilados. A previsão indica que o calor deve persistir até o fim da semana, com possibilidade de alívio gradual nos dias seguintes, à medida que o padrão atmosférico comece a mudar.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy9535jreyjo.adaptado.
 O calor deve persistir até o fim da semana, com possibilidade de alívio gradual nos dias seguintes, à medida que o padrão atmosférico "comece" a mudar.
O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no: 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A forma verbal "comece", no trecho "à medida que o padrão atmosférico "comece" a mudar", pertence ao presente do subjuntivo do verbo começar. Essa identificação morfológica, compatível com a marca de eventualidade prevista na base, é o que determina a alternativa B.

Tema central: modo e tempo verbal
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por dois motivos objetivos. Primeiro, "comece" não é presente do indicativo; no indicativo, as formas são "começo, começas, começa...". Segundo, o trecho não expressa ação certa e factual em desenvolvimento no presente, mas uma mudança atmosférica tratada como eventualidade dentro de uma previsão.
B
Certa
A alternativa B está correta porque identifica a forma verbal "comece" como presente do subjuntivo, em conformidade com o trecho "à medida que o padrão atmosférico "comece" a mudar". A forma verbal indica eventualidade/possibilidade, o que afasta as demais opções.
C
Errada
Está errada porque, embora "comece" possa coincidir formalmente com forma de imperativo em outros contextos, aqui não há ordem, pedido ou recomendação dirigida a interlocutor. A forma verbal aparece integrada a uma oração subordinada — "à medida que o padrão atmosférico "comece" a mudar" — sem força injuntiva.
D
Errada
Está errada por incompatibilidade formal de conjugação. A forma "comece" não é futuro do subjuntivo. No verbo começar, esse tempo aparece em construções como "quando começar". A alternativa se deixa levar pela referência a tempo futuro no enunciado, mas valor temporal futuro não muda a forma verbal para futuro do subjuntivo.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões reais: a semelhança formal de "comece" com o imperativo e a presença de projeção futura no contexto, que pode induzir ao futuro do subjuntivo. O decisivo, porém, é a forma verbal efetiva e seu valor de eventualidade no período.
Dica para questões semelhantes
  • Identifique primeiro a forma verbal no paradigma de conjugação, antes de olhar a ideia de tempo do contexto.
  • Diferencie tempo verbal de valor temporal do enunciado: uma previsão futura pode trazer verbo no presente do subjuntivo.
  • Se a forma verbal aparecer em estrutura subordinada com sentido de possibilidade, hipótese ou eventualidade, verifique o subjuntivo.
  • Não marque imperativo apenas pela aparência da forma; confirme se há ordem, pedido ou recomendação a um interlocutor.

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