Uma paciente de 70 anos com diagnóstico de osteoporose avan...
Uma paciente de 70 anos com diagnóstico de osteoporose avançada apresenta frequentes dores nas costas e risco aumentado de fraturas. O especialista em geriatria avalia a necessidade de integrar abordagens que melhorem a densidade óssea e reduzam o risco de fraturas futuras.
A conduta adequada nesse caso é:
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Tema central: manejo multimodal da osteoporose no idoso visando aumentar a densidade mineral óssea (DMO) e reduzir fraturas. Os pilares são: cálcio, vitamina D, exercícios de força/equilíbrio e prevenção de quedas; em alto risco, associa-se farmacoterapia.
Alternativa correta: A — Suplementação de cálcio + vitamina D combinada a exercícios de força.
Justificativa clínica: idosos com osteoporose devem garantir ingestão de cálcio ~1.200 mg/dia e vitamina D 800–1.000 UI/dia para otimizar mineralização e reduzir hipocalcemia, além de potencializar a ação de fármacos quando indicados. Exercícios de força e equilíbrio (treino resistido, alongamento de extensores de tronco, marcha, Tai Chi) aumentam ou mantêm a DMO, melhoram força e reduzem quedas e fraturas. Diretrizes da Endocrine Society, National Osteoporosis Foundation e brasileiras (SBR/SBEM) recomendam essa base para todos os pacientes com osteoporose. Em provas, busque a abordagem integrada quando as alternativas “excluem” componentes essenciais.
Análise das incorretas:
B) Bifosfonatos são indicados em alto risco, porém a alternativa erra ao vetar atividade física e ao ignorar cálcio/vitamina D. Exercício supervisionado é recomendado e seguro, com orientação para evitar flexões bruscas da coluna. Diretrizes exigem garantir cálcio/Vit D ao usar antiosteoporóticos.
C) Coletes ortopédicos podem aliviar dor por curto prazo em fraturas vertebrais agudas, mas não previnem fraturas e favorecem sarcopenia e dependência se usados cronicamente. Não substituem terapia medicamentosa nem exercícios.
D) Terapia hormonal aos 70 anos tem risco-benefício desfavorável (trombose, AVC, câncer de mama). As diretrizes não recomendam iniciar TRH nessa faixa etária para tratar osteoporose; existem opções mais seguras e eficazes.
E) Dieta isolada é insuficiente. Sem exercícios e, quando indicado, sem fármacos, não reduz adequadamente o risco de fraturas.
Dicas de prova e pegadinhas: palavras como “sem”, “apenas”, “exclusivamente” sinalizam alternativas reducionistas. Em osteoporose, prefira sempre intervenções combinadas. Para “osteoporose avançada”, na prática clínica adiciona-se fármaco (p.ex., bifosfonato/denosumabe) após confirmar com DXA (T-score ≤ −2,5) e avaliar risco (FRAX) e causas secundárias; contudo, entre as opções dadas, a única abordagem abrangente é a letra A.
Referências úteis: Endocrine Society (Clinical Practice Guideline 2019/2020), National Osteoporosis Foundation (Clinician’s Guide), SBR/SBEM Osteoporose, UpToDate (Osteoporosis in older adults; Nonpharmacologic management).
Lembrete prático: prescreva exercícios de força de membros inferiores e extensores de tronco, treino de equilíbrio, vitamina D e cálcio; ajuste dor e avalie indicação de fármacos antiosteoporóticos conforme risco.
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