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Q3126366 Medicina
    Um paciente de 65 anos de idade procurou atendimento de emergência com queixa de dispneia súbita, dor no peito e tosse seca. Ele relatou que os sintomas começaram de repente, enquanto estava em repouso em casa. O paciente disse que a dor no peito era aguda e piorava com a inspiração profunda ou com a tosse. Ele também mencionou ter tido uma cirurgia de substituição total do joelho há cerca de duas semanas e que estava se recuperando bem. Antecedentes médicos: o paciente tinha histórico de hipertensão arterial. Exame físico: ansioso e com desconforto respiratório. Pressão arterial elevada e taquicárdico. Ao auscultar o tórax, era possível ouvir crepitações bilaterais e diminuição dos sons respiratórios nas bases pulmonares. O paciente sentia dor à compressão da panturrilha direita. Ele realizou exames diagnósticos, com a gasometria arterial mostrando hipoxemia e hipocapnia, e D‑dímero indicando resultado elevado. A tomografia computadorizada torácica foi solicitada e revelou a presença de múltiplos trombos nos vasos pulmonares.

Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a suspeita diagnóstica adequada para esse caso.
Alternativas

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Tema central: O caso aborda dispneia súbita, dor torácica pleurítica, tosse seca e fatores de risco recentes — quadro clássico de Tromboembolismo Pulmonar (TEP). Uma interpretação criteriosa do contexto clínico é fundamental para acerto em provas de residência.

Justificativa para a alternativa correta (E - tromboembolismo pulmonar):
Segundo as Diretrizes Brasileiras para o tratamento farmacológico do tromboembolismo pulmonar (SBPT, 2025): “O tromboembolismo venoso pode se apresentar clinicamente como trombose venosa profunda (TVP) e/ou tromboembolismo pulmonar (TEP).” O paciente tem fator de risco claro (cirurgia ortopédica recente), sintomas súbitos compatíveis (dispneia, dor pleurítica e tosse), dor em panturrilha sugerindo TVP associada e exames com gasometria demonstrando hipoxemia e hipocapnia, além de D-dímero elevado. A confirmação tomográfica com trombos nos vasos pulmonares sela o diagnóstico.

Análise das alternativas incorretas:

  • Pneumonia bacteriana (A): Geralmente evolui de maneira mais arrastada, acompanhada de febre, expectoração e sinais de infecção — achados ausentes neste caso.
  • Angina estável (B): Produz dor torácica relacionada a esforço, cessa ao repouso e não se associa a dispneia súbita nem hipoxemia.
  • Infarto agudo do miocárdio (C): Embora dor torácica seja comum, geralmente não há dispneia súbita, dor pleurítica, nem dor em panturrilha ou sinais de TVP. A hipótese seria reforçada por alterações eletrocardiográficas ou enzimáticas, não citadas.
  • Sepse pulmonar (D): Geralmente há quadro infeccioso sistêmico, sinais de choque ou febre elevada. Não há indícios de foco infeccioso importante nem evolução compatível.

Estratégias para provas: Observe sempre fatores de risco (cirurgia recente, imobilização), sintomas súbitos e achados objetivos (gasometria, D-dímero, imagem). Palavras-chave como “súbito”, “pleurítica”, “panturrilha dolorosa” e “tomografia mostrando trombos” eliminam dúvidas diagnósticas.

Referências importantes:
Sociedade Brasileira de Pneumologia. Diretrizes brasileiras para o tratamento farmacológico do tromboembolismo pulmonar, 2025.
Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª ed.
UpToDate, seção “Pulmonary Embolism in Adults: Clinical Manifestations and Diagnosis”.

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